sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O LÚPUS E PROBLEMAS DE PELE (III)

Fotossensibilidade

A fotossensibilidade é uma característica comum do lúpus eritematoso. A grande maioria das lesões específicas do lúpus (lesões discóides e lesões cutâneas subagudas) ocorrem em áreas expostas à luz solar. Indo mais além, aproximadamente de 40 a 70% das pessoas com lúpus podem notar que o processo de sua doença, incluindo problemas na pele, são agravados pela exposição solar. Além disso, pessoas com lúpus eritematoso cutâneo subagudo, especialmente aqueles com anticorpos anti-Ro (SSA) demonstram fotossensibilidade acentuada (estima-se que 90% desses pacientes sejam fotossensíveis). E mais, muitos desses pacientes são tão fotossensíveis que são afetados pelo sol mesmo através de janelas de vidro! As janelas de vidro filtram a luz solar e protegem as pessoas normais contra queimaduras. Entretanto, os vidros das janelas não filtram os raios ultravioletas com comprimento de onda maior; esses raios são capazes de agravar as lesões de pele nas pessoas lúpicas com anticorpos anti-Ro (SSA).

Um estudo recente mostra que a radiação ultravioleta visível e aquela com longo comprimento de onda (aquelas ondas que não são bloqueadas pelo vidro das janelas), causam lesões lúpicas na pele naqueles pacientes com lúpus sistêmico, naqueles com lesões do lúpus cutâneo subagudo e naqueles que apresentam apenas lesões cicatriciais (lesões discóides) sem evidência da forma sistêmica da doença. Esses dados fornecem uma clara evidência dos papel que a radiação ultravioleta tem nas lesões de pele lúpicas

Existe evidência clínica e experiemental que mostra que os raios ultravioletas também podem induzir crises em pessoas com lúpus eritematoso sistêmico. A maneira pela qual esses raios disparam essas crises sistêmicas (ou leva ao desenvolvimento de lesões na pele) ainda não é conhecida. Contudo, algumas evidências sugerem que a radiação ultravioleta é capaz de levar a um aumento no número de auto-antígenos contra os quais o paciente está reagindo.

Tratamento
O tratamento dos problemas de pele do lúpus eritematoso, envolve o uso de algumas drogas bem como de protetor solar. As lesões lúpicas podem ser tratadas individualmente com a aplicação de cremes à base de esteróides, com o uso de gaze impregnada com os mesmos esteróides para cobrir as lesões , ou com a injeção de pequenas doses de esteróides dentro da lesão. As lesões lúpicas muito dispersas não normalmente tratadas com o uso apenas de hidroxicloroquina (Plaquinol), ou em combinação com uma pequena quantidade de esteróides. Em situações bastante raras, incontroláveis, lesões lúpicas objetivamente cosméticas/estéticas, têm sido tratadas com derivados de vitamina A (Tegison) com muito sucesso.
Proteger-se dos raios solares também pode fazer bastante para prevenir o aparecimento de lesões lúpicas na pele. Pessoas lúpicas devem evitar exposição prolongada aos raios do sol, especialmente entre 10 e 15 horas, quando o sol está mais forte. Também é uma boa idéia usar um chapéu de aba larga e evitar roupas feitas de tecidos que não protegem dos raios solares. E mais, o uso regular de protetor solar com FPS 15 ou mais também protege bastante. Nos últimos anos, pesquisas indicam que raios ultravioletas com grande comprimento de onda, bem como os raios do espectro solar, são capazes de ocasionar lesões lúpicas na pele. Para isso, já temos disponíveis os bloqueadores solares. Ao contrário dos protetores comuns, que normalmente contêm ésteres do ácido paraminobenzóico (PABA) e benzophones, esses são realmente bloqueadores pois contêm óxido de titânio.
Para maiores informações a respeito do tratamento das várias manifestações na pele do lúpus eritematoso, assim com sobre o uso de protetores/bloqueadores solares, consulte o seu Rreumatologista/dermatologista.

4 comentários:

Sterlaine disse...

Olá querida! Tenho 32 anos e recntemente descobri que estou com este problema. Está sendo muito chocante para mim pois moro na beira do mar e estou com medo do que possa me acontecer. Descobri este problema dia 10/12/2009 e até agora não voltei para minha casa na praia. Estou insegura com isso, precisarei ser bastante forte para aguentar esta tortura. Aguardo contato, Beijos!

hellen disse...

olá meu nome é hellen tenho 11 anos e sou lupica,vai fazer um ano que descobri,eu fasso pulsoterapia com ciclofosfamida graças a Deus estou bem,ja nao tomo mais tantos remedios como tomava quero dizer que quem tem lupus tambem pode ter uma vida normal.

Anônimo disse...

Sinto muito,mas quem tem lupus não pode dizer que terá uma vida normal,não sei o que é ter uma vida normal com esta doença.Só o fato de vc ter que se privar de varias coisas já diz que não é possivel ter uma vida normal.

Anônimo disse...

olá tenho fotosensibilidade, será que tenho lúpus o meu médico já me passou exame de FAN. agora é só esperar o resultado