quarta-feira, 26 de novembro de 2008

MEDICAMENTOS USADOS NO TRATAMENTO DO LÚPUS (II)

Corticosteróides (cortisona)
Costicosteróides são drogas com propriedades antiinflamatórias muito potentes. Elas podem ser usadas como creme ou pomadas para as inflamções cutâneas ou ministrados como comprimidos ou injeções. A maioria dos sinais do lúpus respondem rapidamente ao tratamento com corticosteróides e, às vezes, eles podem de fato salvar vidas.

A decisão de ministrar corticosteróides e os detalhes do tipo e qual a dosagem dessas drogas é altamente individualizada e depende das necessidades do paciente. Pacientes com sintomas como febre, artrite, ou pleurisia que não responderam ao uso de drogas não-esteroidais, são normalmente tratados com baixas doses de corticosteróides por via oral como a prednisona ou metilprednisolona (prednisolona). Por outro lado, pacientes com manifestações mais sérias do lúpus, como nefrite com massiva presença de proteína na urina, anemia ou baixo número de plaquetas, ou convulsões podem requerer altas doses de corticosteróides. Na maioria dos casos, o corticosteróide é ministrado em dose única pela manhã. Outras formas de ministras essa droga incluem várias doses durante o dia, doses em dias alternados, ou em altas doses por via intravenosa (pulsoterapia). Em geral, uma vez que os sintomas do lúpus respondem ao tratamento, a dose é reduzida gradualmente enquanto o paciente é observado para verificar se não há nenhuma recaída. Quanto mais a pessoa faz uso de corticosteróides, mais difícil se torna reduzir a dose ministrada.

Existem várias complicações no tratamento com corticosteróides. No geral, os riscos dessas complicações são maiores quanto maiores as doses requeridas, ou quando o medicamento é usado por um longo período. Os corticosteróides podem produzir mudanças na aparência física do paciente tais como, ganho de peso, inchaço das bochechas, afinamento da pele e dos cabelos, e facilidade para ferimentos. Desconfortos estomacais como dispepsia ou azia são comuns e podem ser minimizados com a ingestão das drogas durante as refeições ou juntamente com outros remédios para prevenir danos ao estômago. Os pacientes podem notar mudanças de humor que incluem a depressão e volubilidabe emocional (alterações de humor). Os corticosteróides podem ainda causar diabetes, aumentam o risco de infecções ou, quando ministrados por vários vezes, podem causar catarata. Podem ainda atingir os ossos, causando danos nas juntas do quadril, joelhos, ou outras articulações (osteonecroses); também podem causar osteoporose (afinamento dos ossos) após longos períodos de uso. Para muitos, cálcio ou outros medicamentos que previnem a osteoporose são ministrados juntamente com os corticosteróides.

Antimaláricos
Drogas usadas no tratamento da malária são largamente usadas no controle dos sintomas do lúpus. Elas são particularmente efetivas no tratamento da artrite lúpica, inflamações cutâneas, e ulcerações na boca. A droga hidroxicloroquina (Plaquinol) é o mais usada dos agentes antimaláricos. Os antimaláricos podem apresentar pequeno risco de danos ao feto, sendo normalmente descontinuados quando a paciente fica grávida.

Os efeitos colaterais da terapia com baixas doses de antimaláricos incluem sintomas gástricos (dores no estômago ou dispepsia), inflamações ou escurecimento da pele, e fraqueza dos músculos. Logo após o início do tratamento pode haver um pequeno embaçamento da visão, esse efeito some completamente por si mesmo.

Quando em altas doses como aquelas usadas no tratamento da malária, essas drogas podem produzir danos à retina causando distúrbios visuais e até a cegueira. O risco dessa complicação com o uso de baixas doses no tratamento do lúpus é extremamente baixo. Contudo, como precaução, pacientes tratados com antimaláricos geralmente passam por um exame oftalmológico completo no início e a cada 6 meses durante a terapia. Isso possibilita a detecção precoce de qualquer dano à retina e, se necessário, adroga pode ser suspenda para evitar danos maiores à visão.

Um comentário:

Abrales disse...

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Abrales