sexta-feira, 6 de junho de 2014

ONDE ENCONTRAR O MEU LIVRO SOBRE LÚPUS

QUER SABER SOBRE O LIVRO - LÚPUS, O PEQUENO TRATADO DO GRANDE CAÇADOR?
ONDE ENCONTRAR - LIVRARIA SARAIVA, OU EM SEU  SITE, LIVRARIA DA TRAVESSA OU EM SEU  SITE, LIVRARIA LEITURA, OU NO SEU SITE E NO SITE DA EDITORA LUMEN JURIS, WWWLUMENJURIS.COM.BR

domingo, 27 de abril de 2014

LANÇAMENTO DO LIVRO: LÚPUS

CONVITE
Convido a todos para o lançamento do Livro:
Lúpus, O Pequeno Tratado do Grande Caçador
Dia 9 de maio de 2014
Autora: Êidina Queiroz
Local: Livraria da Travessa, Rua Sete de Setembro, 54, Centro, RJ
A partir das 17:00

quarta-feira, 26 de março de 2014

RIO DE JANEIRO - FÓRUM DE DEBATES - DOENÇAS REUMÁTICAS

Fórum de Debates em


Um evento para pacientes, seus familiares

e público em geral


Doenças Reumáticas


10.ABRIL.2014


Local: Anfiteatro do Hospital da Lagoa




Rua Jardim Botânico, 501- Lagoa - RJ


Inscrições Gratuitas:


Secretaria da SRRJ - Tel: (21) 2549-4114

E-mail: reumatologia@reumatorj.com.br

progra mação - 10 de abril. quinta -feira


08:30 – 8:40h Abertura – Evandro Klumb e Mauro Goldfarb

08:40 – 9:00h CONFERÊNCIA DE ABERTURa

A ARTE E A VIDA DE PAUL KLEE – Waldinea Araújo

1ª mesa: Coordenadores: Ana Beatriz Vargas e Roger Levy

9:00 – 9:20h Coluna – Laura Mendonça

9:20 – 9:40h Gota – Ana Beatriz Vargas

9:40 – 10:00h Artrose e Bursites – Selma Merenlender

10:00 – 10:20h Debate s

10:20 – 11:00h Doença das crianças e adolescentes

– Kátia Lino / Debate: Blanca Bica

11:00 – 11:30h Intervalo

2ª mesa: Coordenadores: João Luiz Vaz e Jaime Danowski

11:30 – 11:50h Osteoporose e risco de frat uras – Pedro Haddad

11:50 – 12:10h Espondiloartrites – Breno Bianchi

12:10 – 12:30h Debate s

12:30 – 12:50h Almoço

12:50 – 14:00h O papel do pac iente no cuidado à saude




– Wanda Heloisa Ferreira / Debate: Roger Levy


14:00 – 14:30h Fibromialgia – José Verztman

14:30 – 15:00h Artrite Reumat oide

– Marcelo Pacheco / Debate: Geraldo Castelar

15:00 – 15:30h LES e outras doenças autoimunes




– Evandro Klumb / Debate: Adriana Danowski


15:30 – 16:30h Encerra mento – Evandro Klumb e Elisa Albuquerque




D J: Natan

Lúpus Fashion Week

Apalurj


Associação dos Portadores

de Lupus do Rio de Janeiro

Promoção

sábado, 25 de janeiro de 2014

CAFEÍA MELHORA A MEMÓRIA

Cafeína melhora a memória
Milhões de pessoas no mundo inteiro ingerem, diariamente, cafeína que é um componente de diversas bebidas como café, chá, refrigerantes, energéticos, e também de alguns medicamentos e alimentos. Efeitos benéficos deste composto já vêm sendo descritos na literatura médica, principalmente na melhora da atenção, alerta e no aumento da capacidade cognitiva. Por outro lado, potenciais danos à saúde causados pelo uso indiscriminado de grandes quantidades também têm sido demonstrados.
Agora, uma pesquisa, recentemente publicada na revista Nature Neuroscience, traz uma boa novidade sobre a cafeína. O estudo revelou que a ingestão da substância melhora a memória de longa duração (aquela que é guardada por períodos longos e é mais permanente, ao contrário da memória de curta duração e da memória de trabalho, que são estocadas por períodos muito curtos).
Os pesquisadores conseguiram dissociar o efeito positivo da cafeína diretamente sobre a memória, de outros efeitos da cafeína que poderiam, indiretamente, melhorar o desempenho do participante num teste de memória, como o aumento da atenção, vigilância e cognição. Isso foi feito empregando-se um tipo de experimento chamado de administração pós-estudo, em que a droga é administrada após o sujeito ter estudado o material que teria que recordar.
O estudo incluiu mais de 100 participantes, que visualizavam centenas de imagens comuns em um computador. Cinco minutos após, eles ingeriram diferentes doses de cafeína em tabletes. Os participantes retornavam 24 horas depois, e viam mais imagens de objetos. Eles deviam responder se as imagens eram as mesmas, se eram novas, ou semelhantes, às do dia anterior. As pessoas que ingeriram a dose de 200 miligramas de cafeína tiveram melhor desempenho do que aquelas que ingeriram placebo, ou 100 miligramas de cafeína. Doses mais altas que 200 miligramas não tiveram maior efeito.
Mas, quanto é 200 miligramas (mg) de cafeína nos cafés e chás do nosso dia-a-dia? Esta é uma pergunta difícil de responder, pois há uma gama enorme de padrões de industrialização e preparo das bebidas. Um espresso (do italiano: retirado sob pressão) tem de 40 a 75 mg de cafeína. Uma xícara de café passado (240 ml) tem de 95 a 200 mg. Uma xícara de chá preto tem de 14 a 60 mg e de chá verde de 24 a 40 mg de cafeína.
Desta maneira, podemos planejar nossos cafés e chás do dia pensando no que precisamos lembrar amanhã, salientando que a ingestão de cafeína até 6 horas antes de dormir pode prejudicar o sono, e o tiro pode sair pela culatra.
Vale lembrar que a Academia Americana de Pediatria recomenda que adolescentes não ingiram mais do que 100 mg de cafeína por dia, e que crianças não deveriam ingerir bebidas contendo cafeína.
 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL!

MINHA MENSAGEM DE NATAL
Nesta época, eu não poderia deixar de lembrar da minha infância e adolescência, quando passava uns dois meses nos ensaios da peça, a representação do nascimento de Cristo, eu me sentia importante, grande, afinal eu seria Maria, a mae do filho de Deus.... conto isso com muito orgulho e alegria...

Deixo para todos, a minha mensagem, não é, apenas, por ser Natal, mas que nos sirva todos os dias, que possamos ser amáveis, generosos, bons cristãos, em tod...os os dias das nossas vidas, com todos, sempre...

Desejo, a todos, que na paz de Deus, cada um, possa encontrar o seu caminho e que, este caminho seja trilhado com muita
- Fé,
- Coragem, para assumir e enfrentar as dificuldades do dia a dia,
- Perseverança, para que jamais desista ou desanime dos seus sonhos,
-Esperança, para que a cada novo dia possa ver novos horizontes,
- Amor, que motiva todos os outros sentimentos para que sempre fique cercado de: respeito, compreensão, solidariedade e dedicação.
Que a vida seja abençoada e que transborde em paz, saúde e harmonias.

Natal, é para comemoramos o nascimento de um ser, que veio a esse mundo com a exclusiva missão, de nos ensinar o verdadeiro significado da palavra amor. ELE é a essencia do Amor.

FELIZ NATAL, TODOS OS DIAS.
ÊIDINA QUEIROZ, 17\12\2013
(Texto e autoria Registrado)

domingo, 8 de dezembro de 2013

INTERNAÇAO HOSPITAL PASTEUR

Internação no Pasteur
Mais uma internação básica
Para não passar em branco, o mês de dezembro, ontem, fui obrigada a "dar um pulinho" no Hospital Pasteur, no meio da noite, onde fiquei durante algumas horas, que ironia, não gosto muito do Pasteur, mas é o mais próximo da minha casa... Acho que fiquei com uma ansiedade louca, deve ser a expectativa das festas... fiquei com dores nas costa e uma dificuldade para respirar, (fibromialgia forte) então, emergência aqui vou eu... estou melhor, ainda bem, em razão do soro com os remédios para as dores, eu dormi a manha inteira... melhor para mim... assim, não preciso pensar... pensar dói e faz mal à saúde... vou sobreviver, com certeza, se eu ficar um pouco afastada deste blog, a razão será esta, não quero pensar, não quero escrever, não quero ler, só quero esquecer as dores...
INSUFICIÊNCIA ADRENAL AGUDA
Sinônimos Crise Adrenal, Crise Addisoniana. 
 
O que é?
A insuficiência adrenal aguda ocorre quando, rapidamente, as glândulas adrenais deixam de produzir seus hormônios característicos, que são a cortisona e/ou a aldosterona.
 
Como se desenvolve?
A insuficiência adrenal aguda pode ser de causa primária (doença envolvendo as adrenais) ou secundária (doença envolvendo a hipófise ou o hipotálamo, responsáveis pelo controle das adrenais).
Na insuficiência adrenal aguda primária, o quadro agudo em geral é desencadeado a partir de acidentes, traumatismos graves, infecções ou outras doenças agudas ocorrendo em pacientes já portadores de doença adrenal preexistente, diagnosticada ou não. Freqüentemente, a crise adrenal aguda pode ser o momento em que se diagnostica a insuficiência adrenal primária, uma vez que os seus sintomas e sinais são de lenta instalação. Neste quadro pode ocorrer grave distúrbio hidroeletrolítico com hipotensão arterial e choque.
Na insuficiência adrenal secundária, o quadro em geral está associado a suspensão abrupta de glicocorticóides que o paciente vinha utilizando para tratamento de outras doenças tais como doenças reumáticas, renais, dermatológicas, pulmonares, alérgicas e auto-imunes. Os sintomas e sinais ocorrem pelo fato de o paciente estar utilizando corticóides por tempo prolongado, apresentando como conseqüência uma supressão crônica na produção dos hormônios que controlam as adrenais, que são o CRH (hormônio estimulador da hipófise) e do ACTH (hormônio estimulador das adrenais). Quando o paciente interrompe o uso dos corticóides, tanto o CRH quanto o ACTH, eles não têm capacidade de serem produzidos rapidamente, levando a um quadro de deficiência hormonal adrenal severa.
 
O que se sente?
O paciente apresenta quadro importante de fraqueza, náuseas, vômitos, tonturas, dor e desconforto abdominal, confusão mental, pressão arterial baixa (hipotensão arterial), febre, hipoglicemia, desidratação, choque circulatório e coma. Se o quadro não for identificado, o paciente corre risco de vida.
 
Como o médico faz o diagnóstico?
A partir da identificação do quadro clínico descrito acima, especialmente em pacientes usuários crônicos de cortisona e ou portadores de doenças potencialmente associadas à insuficiência adrenal.
 
Como se trata?
Identificado o quadro suspeito, o paciente deve ser atendido em ambiente hospitalar, no qual receberá medicações por via endovenosa (pela veia) de corticóides e soro. Com este manejo, em geral se obtém uma melhora rápida dos sintomas, devendo ser imediatamente pesquisada a causa desencadeante do quadro agudo. Na suspeita de infecção, a mesma deve ser tratada o mais breve possível.
 
Como se previne?
Uma estratégia importante de prevenção é a orientação a todos os pacientes que irão utilizar cortisona por tempo prolongado. Todos os pacientes devem ser informados de que não poderão suspender abruptamente a medicação, além de sempre portar identificação referente ao uso destas substâncias e receber orientação quanto à necessidade de aumentar a dosagem da cortisona em situações de estresse.
Os pacientes portadores de insuficiência adrenal primária, também devem portar identificação de sua doença e receberem orientação quanto a situações de estresse, nas quais deverão receber doses adicionais de cortisona, além de necessitarem do uso crônico de fluoridrocortisona (mineralocorticóide sintético).
Em pacientes portadores de doenças potencialmente associáveis a insuficiência adrenal (tuberculose, blastomicose, SIDA, determinadas neoplasias), a mesma deve ser constantemente suspeitada e avaliada, prevenindo-se dessa forma a ocorrência de crises agudas.

 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

QUANDO A PERDA DE MEMÓRIA COM A IDADE NÃO REPRESENTA DEMÊNCIA

Quando a perda de memória com a idade não representa demência

Quantos de nós, principalmente aqueles que já passaram dos 50, não experimentaram a situação de estar com um nome de pessoa ou objeto conhecido na ponta da língua e não conseguir lembrar, situação essa popularmente conhecida como “deu um branco”?
Muitas vezes isto traz preocupação para as pessoas de mais idade, pois consideram esses lapsos como um sinal de declínio da memória e os associam com a possibilidade de estarem iniciando um processo de demência.
Há pouco tempo, foi publicado online uma pesquisa na revista científica Psychological Science, onde foi conduzido um estudo para testar se esses lapsos eventuais de memória estão relacionados com um declínio da memória como um todo, o que poderia ser um sinal de início de um processo de demência.
O estudo foi realizado em 718 adultos de 18 a 99 anos. Foram feitos testes para avaliar dois tipos de lapsos de memória onde foram computados escores:
  • - o primeiro é a experiência referida pelos pesquisadores como memória “está na ponta da língua”, que é relacionada com nomes de pessoas ou objetos que o indivíduo declarava conhecer, porém não lembrava no momento (“deu um branco”);

  • - o segundo são os lapsos de memória episódica, que é relacionada à lembrança de eventos da vida do próprio indivíduo, sendo este é o tipo de avaliação frequentemente usado para o diagnostico de demência.
Foi considerado e ajustado aos resultados o fato que indivíduos mais velhos têm uma bagagem de conhecimento maior, e por isso têm mais chances de apresentar os lapsos do tipo “está na ponta da língua”.
Os resultados demonstraram que os lapsos do tipo “está na ponta da língua” são mais comuns à medida que o indivíduo envelhece, o que os deixa bastante frustrados. Entretanto, isto parece não estar associado com um problema de memória associado com uma demência iminente, já que o declínio da memória episódica não está significativamente relacionado com o aumento dos lapsos do tipo “está na ponta da língua”.
A conclusão dos pesquisadores indica que tanto o aumento dos lapsos do tipo “está na ponta da língua”, quanto o declínio da memória episódica, estão relacionados com a idade, e representam, ao menos parcialmente, fenômenos independentes.
Então, se desde ontem está na ponta da língua o nome daquele artista famoso e não conseguimos lembrar, não nos preocupemos. Segundo estes dados, isto não é um sinal de demência. É um sinal de que estamos ficando um pouco mais velhos.
 

sábado, 30 de novembro de 2013

VASCULITE

O que é Vasculite?

Todos os órgãos são supridos por sangue por meio dos vasos.
As artérias são os vasos que levam o sangue do coração até os órgãos, as veias fazem o caminho inverso, levando o sangue de volta ao coração, e os capilares são pequenos vasos que fazem a conexão entre as pequenas artérias e as veias.
As vasculites são doenças causadas por inflamação dos vasos sanguíneos do organismo. Nestas doenças, a parede dos vasos sanguíneos é invadida por células do sistema imunológico, o que pode provocar estenose (estreitamento), oclusão (fechamento), formação de aneurismas e/ou hemorragias.

Podemos classificar as vasculites em primárias e secundárias.
As vasculites primárias são doenças raras, de causa pouco conhecida, e ocorrem quando o vaso sanguíneo é o alvo principal da doença. A classificação das vasculites primárias baseia-se no tamanho do vaso acometido (pequenos, médios e grandes vasos).
Já as vasculites secundárias são aquelas em que se observa o acometimento dos vasos devido a alguma doença autoimune, infecções, neoplasias, exposição a drogas, dentre outras.

As diferentes vasculites apresentam características próprias e devem ser diagnosticadas corretamente para que o melhor tratamento seja utilizado. Suspeita-se de vasculite em pacientes que apresentam febre sem causa comprovada, cansaço, dor articular e quadro vascular trombótico (como acidente vascular cerebral, infarto e/ou angina, sem fatores de risco para aterosclerose). Pode ocorrer acometimento de múltiplos órgãos e sistemas como rins, articulações, sistema nervoso central e vias respiratórias.

Principais Vasculites

Doença de Behcet
Pode afetar vasos de qualquer tamanho. Caracteriza-se por úlceras na boca e nos genitais e por acometimento visual. Pacientes com este tipo de vasculite geralmente são jovens entre 20 e 30 anos.

Doença de Buerger
Também conhecida com tromboangeite obliterante, afeta vasos das mãos e pés, e é relacionada com o habito de fumar.

Vasculite do Sistema Nervoso Central
Os sintomas mais comuns são: dor de cabeça, tontura, confusão, alteração de personalidade, podendo levar a acidente vascular cerebral (AVC).

Síndrome de Churg Strauss
É uma vasculite que envolve inflamação de pequenos e médios vasos. Caracteriza-se por asma e predomínio de eosinófilos (células brancas do sangue). Pode acometer seios de face, pulmões, coração e outros órgãos.

Crioglobulinemia
O quadro clínico comum é de um rash (vermelhidão) em pernas e dor articular. A crioglobulinemia tipo 1 pode estar associada a linfomas enquanto a crioglobulinemia tipo 2 frequentemente se associa a hepatite por vírus C.

Arterite de Células Gigantes ou Arterite Temporal
Os sintomas mais comuns são: dor de cabeça, alteração visual, febre, dor em ombro e mandíbula. Acomete pacientes acima dos 50 anos.

Púrpura de Henoch-Shönlein
Afeta a pele, rins, articulações e estômago. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é comum em crianças, frequentemente associada a infecções no sistema respiratório.

Vasculite de Hipersensibilidade
É descrita como vasculite por reação ao uso de drogas (medicamentos). Apresenta lesões na pele na forma de pontos vermelhos e a biópsia de pele acometida revela uma vasculite leucocitoclástica.

Doença de Kawasaki
Vasculite rara, acomete crianças abaixo de cinco anos. Os sintomas são: febre, olhos e lábios vermelhos, rash, edema de mãos e pés e aparecimento de gânglios. Pode comprometer os vasos do coração.

Poliangeite Microscópica
Afeta principalmente os rins, pele e nervos, podendo alterar a sensibilidade.

Poliarterite Nodosa
Comum em pessoas entre os 30 e 40 anos, pode afetar pele, rins e nervos. Em alguns casos pode estar associada ao vírus da hepatite B.

Polimialgia Reumática
Provoca fraqueza dos músculos de ombros e quadris, estando associada à vasculite de células gigantes.

Arterite de Takayasu
Afeta a aorta (a maior artéria do corpo) e os ramos de artérias que levam sangue para os órgãos. A doença é mais frequente em mulheres jovens asiáticas, com menos de 40 anos, mas tem sido descrita cada vez mais em outras populações.

Vasculite Granulomatosa de Wegener
É muito comum que seu início seja com sintomas no trato respiratório superior, como nariz, seios da face e garganta. Os pulmões e rins também podem ser afetados. Ocorre predominantemente em adultos jovens.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

DOENÇA DE PAARKINSON

DOENÇA DE PARKINSON
DOENÇA DE PARKINSON
O que é?
Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, idiopática (sem causa conhecida), raramente acontecendo antes dos 50 anos, comprometendo ambos os sexos igualmente, se caracterizando por:
 
Rigidez muscular
Tremor de repouso
Hipocinesia (diminuição da mobilidade)
Instabilidade postural.
Como se desenvolve?
A anomalia principal consiste numa perda de neurônios de uma área específica do cérebro que produzirá a diminuição de uma substância chamada dopamina, alterando os movimentos chamados extrapiramidais (não voluntários).
 
O que se sente?
Esta doença é insidiosa, podendo começar às vezes com um tremor, outras vezes com falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos (bradicinesia).
A voz poderá ser monótona, escorrendo com facilidade saliva pelos cantos da boca. A pele, principalmente a facial, é lustrosa, "graxenta" e seborréica.
A marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair (festinação). Outras vezes, pode ficar parado (congelado) com enorme dificuldade para se colocar em movimento.
Os tremores, que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, se caracterizam pelos três "R" - Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, se manifestando sobretudo nas mãos.
Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um déficit dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes ininteligível.
 
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico na fase inicial, muitas vezes não é fácil, sendo que, como de costume, o mesmo deverá ser realizado por um médico, preferencialmente neurologista, que dirá se a causa é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido a outras causas. Os sintomas acima referidos podem ser devidos a medicamentos variados (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas, flunarizina), porém, nesse caso, não costumam ser tão intensos.
Intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, infartos cerebrais dos gânglios de base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálicos, encefalites, podem ser a causa desta doença, que tem tratamento e controle, porém não cura.
 
Como se trata?
O diagnóstico à medida que o tempo passa se torna mais nítido, evidente e fácil (a exemplo e imagem do Papa João Paulo II). Assim não é o tratamento, que costuma inicialmente dar resultados excelentes se os enfoques e cuidados terapêuticos necessários forem tomados.
Cada indivíduo responde diferentemente ao tratamento e o que favorece um paciente pode desfavorecer outro. É necessário corrigir a diminuição progressiva da dopamina com calma.
O tratamento consiste no uso de medicamentos, fisioterapia, psicoterapia e, em alguns casos selecionados, cirurgia. É importante tomar cuidado com certos tipos de medicamentos que desencadeiam ou pioram a síndrome Parkinsoniana.
 
Tratamento Medicamentoso
Geralmente são usados medicamentos da classe dos anticolinérgicos, como o triexifenedil e biperideno, que são eficientes e bem tolerados. A selegilina tem sido considerada uma das principais drogas do cérebro desde 1990. Também são utilizadas a levodopa, a carbidopa e a benzerazida.
Bromocriptina, lissurida e pergolida são novos medicamentos que quando indicados devem ser dados progressiva e lentamente, até atingir as doses suficientes.
Como a doença é progressiva, novas manifestações de difícil controle aparecerão, como o "liga - desliga" nas atividades do paciente ("on e off") as quais estão atualmente sendo controladas acrescentando-se ao tratamento tolcapom e pramipexole.
Tratamento Psicoterápico
Pacientes com Parkinson podem ter problemas mentais, como depressão, graus diversos de demência, próprios da doença e piorando pelos medicamentos anteriormente indicados (levodopa, anticolinérgicos, selegilina, amantadina). Consegue-se controlar este sério problema principalmente com a Clozapina, que trata os quadros psicóticos, não piorando a sintomatologia parkinsoniana, pelo contrário, podendo melhorar também o tremor. Essa droga precisa de uma supervisão médica severa.
Os antidepressivos fazem parte do arsenal terapêutico com os seus devidos controles.
O psicoterapeuta e a família dando ocupações, carinho e estímulos são elementos importantíssimos na boa evolução do paciente.
Tratamento Cirúrgico
Há décadas vem sendo utilizado o tratamento cirúrgico para o controle da sintomatologia parkinsoniana, ora atuando sobre os tremores, ora sobre a rigidez, com técnicas e resultados variáveis e discutíveis.
Com os novos aperfeiçoamentos tecnológicos, o tratamento cirúrgico em casos sumamente selecionados poderá ser indicado.
 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

COMER PEIXE PODE REDUZIR RISCO DE CÂNCER DE MAMA

Comer peixe pode reduzir risco de câncer de mama
 
Boa alimentação e um estilo de vida saudável estão associados à prevenção de várias doenças. Uma dela é o câncer de mama.
 
Doença que afeta predominantemente mulheres (também pode ocorrer em homens), o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum em mulheres. No Brasil, a estimativa de novos casos para 2012 foi de mais de 52.000, segundo o Instituto Nacional do Câncer.
 
A taxa de mortalidade por este tipo de câncer continua elevada em nosso país, tendo superado as 12.000 mortes no ano de 2010. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a incidência do câncer de mama tem crescido em todo o mundo, independente da condição econômica do país.
Uma das estratégias para tentar reduzir a incidência desta doença é a prevenção. Nas últimas décadas vários estudos epidemiológicos têm sugerido que uma dieta saudável é um fator crítico na prevenção do câncer de mama, e a gordura na dieta é um dos fatores mais estudados. Se por um lado a gordura saturada (presente nas carnes vermelhas) parece estar associada a um aumento de risco, a gordura polinsaturada produziria uma redução no risco de câncer de mama. Porém, os resultados dos estudos observacionais em humanos são inconsistentes. Ou seja, os resultados não são confirmados por pesquisas subsequentes.
 
Um novo estudo foi publicado no último dia 27 de junho na revista médica inglesa British Medical Journal utilizando uma revisão sistemática da literatura científica sobre o assunto e aplicando sobre o conjunto de resultados já publicados uma metodologia chamada de meta-análise, que compila e analisa o conjunto dos resultados, com uma abordagem estatística específica, conferindo à análise um maior poder. Pois esta pesquisa concluiu que uma alta ingestão de gordura encontrada em alguns tipos de peixes (salmão, sardinha e atum, principalmente) está associada a uma redução de 14% do risco das mulheres desenvolverem câncer de mama num período de 20 anos.
 
Este tipo de estudo não tem capacidade de demonstrar uma relação causa-efeito, e o possível mecanismo de ação é somente uma especulação, na qual as gorduras polinsaturadas (PUFA) ajudariam a regular a atividade de moléculas envolvidas no crescimento das células, impedindo o desenvolvimento do câncer.
 
Um fator importante da pesquisa é que os autores puderam estabelecer uma relação dose-resposta entre o consumo de peixe e a redução do risco. Para cada 0,1 g/dia das gorduras polinsaturadas consumidas há uma redução de 5% no risco de câncer de mama. Segundo os pesquisadores, isto corresponde a 1 a 2 porções destes tipos de peixe por semana.
 
Considerando que a ingestão destes tipos de peixe está associada a outros benefícios à saúde, que a oferta desses peixes tem aumentado no país a preços razoáveis (principalmente da sardinha e do atum), parece valer a pena investir na introdução deste hábito alimentar em nossas famílias como um fator de prevenção de doenças.


 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

AS MELHORES ESPÉCIES DE PEIXES PARA A SUA SAÚDE

As melhores espécies de peixes para a sua saúde

Entre os benefícios dos alimentos estão combater o diabetes, proteger o coração e prevenir depressão

 O peixe é um alimento muito nutritivo independentemente do tipo. "É rico em proteínas, iodo, fósforo, cálcio - possui quatro vezes mais este nutriente que os outros tipos de carne - vitaminas A, E, do complexo B e D", constata a nutróloga Valéria Goulart, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. "Mas, sem dúvida, seu principal nutriente é o ômega 3". 

É o ômega 3, uma gordura poli-insaturada, que proporciona boa parte dos benefícios do peixe. Portanto, as espécies que tiverem maior quantidade deste lipídio serão as melhores para a sua saúde. Conheça sete tipos que são ricos em ômega 3 e como eles podem ajudar em diversos problemas, como evitar complicações cardíacas, combater o diabetes e até mesmo prevenir a depressão.

Arenque

Este peixe é de água fria e isto já o ajuda a ser mais nutritivo. "Como ele vive em um ambiente frio, tem tendência a acumular moléculas que são excelentes para a saúde, as gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas", afirma a bióloga Lícia Maria Lundstedt da Embrapa Pesca e Agricultura.

Então, as concentrações de ômega 3 no arenque são altíssimas. "100 gramas do alimento possui 1,2 a 3,1 gramas do lipídio", diz a nutróloga Valéria Goulart, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. Para se ter uma ideia, a quantidade diária recomendada do nutriente é cerca de um grama. Um dos principais benefícios do ômega 3 é o controle do colesterol, pois ele diminui os níveis do LDL, colesterol ruim que em excesso pode causar problemas para a saúde.

Sardinha

Esta espécie é riquíssima em vitamina D e também em ômega 3. "A sardinha possui de 1,5 a 2,5 gramas deste ácido graxo na porção de 100 gramas", conta Goulart. Não é apenas o peixe fresco que é saudável, a versão em lata também possui muitos nutrientes.

O ômega 3 presente no animal é importante para o coração. Existem dois tipos deste ácido graxo no peixe, o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA). "O primeiro diminui as atividades das plaquetas sanguíneas, evitando os coágulos de sangue que podem levar a um derrame ou infarto. Eles também reduzem os níveis dos triglicerídeos e o segundo ajuda a evitar arritmias cardíacas, estabilizando a atividade elétrica no coração", explica Goulart.

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas com mais de 65 anos que têm o hábito de comer peixes ricos em ômega 3 têm 35% menos chances de morrer por doenças cardiovasculares e 27% menos de morrer por qualquer causa durante o período da pesquisa. Outro estudo realizado pelo Centro para Programação Fetal no Statens Serum Institut de Copenhagen e publicado na revista da Associação Americana do Coração demonstrou que mulheres que nunca ou raramente ingeriram pescados demonstraram 50% mais problemas cardiovasculares do que aquelas que consumiam o alimento com frequência e 90% a mais em relação às mulheres que comiam peixes ricos em ômega 3 semanalmente.
  
  Salmão    
Este é outro alimento é rico em ômega 3. "Uma porção de 100 gramas de salmão possui entre 1 e 1,4 gramas do lipídio", conta Goulart. É importante deixar claro que tanto o salmão selvagem quanto o de cativeiro possuem o ômega 3. "A diferença é que o salmão da natureza come outros peixes e camarões que proporcionam esse ácido graxo para ele, enquanto o de cativeiro tem o nutriente incluído em sua ração. Assim, o salmão da natureza possui maior concentração de ômega 3 em relação ao ômega 6, enquanto o de cativeiro ocorre o contrário", explica Lundstedt.

O fato desse peixe possuir boas quantidades de ômega 3 é benéfico para o cérebro. Isto porque uma das funções desta gordura poli-insaturada é contribuir para a formação da bainha de mielina, um componente dos neurônios. "O cérebro é feito de cerca de 65% de gordura, sendo a maior parte composta por DHA, um tipo de ômega 3, substância fundamental para a formação do córtex cerebral, por isso devemos selecionar o tipo de gordura que ingerimos", explica Goulart.

O ômega 3 ainda tem um efeito vasodilatador aumentando o aporte de oxigênio e nutrientes no cérebro, o que pode melhorar a cognição. Uma pesquisa da Northumbria University, no Reino Unido, concluiu que consumir peixe semanalmente melhora a circulação cerebral e diminui o risco de demência ao envelhecer.

Ingerir salmão também contribui para prevenir a depressão. "Isto porque ele é rico não só em ômega 3 como também em vitamina D. Pessoas com depressão possuem baixos níveis do ácido graxo, entre outros nutrientes que podem ocasionar diminuição do número e funções de neurotransmissores e receptores, inflamações. A ingestão de ômega 3 melhora a fluidez das membranas que encapam as células nervosas e aumentam a produção de diversos neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, melhorando assim o humor e autoestima", explica Goulart. Além disso, a falta de vitamina D está relacionada a maior probabilidade de depressão.  

ESTOU DE VOLTA...

Meus amigos,
Estou de volta, depois desta cirurgia que tanto me deixou assustada. Mas já se passaram 14 dias, com algumas dores, com preocupações, mas, no geral, estou bem. Livre do problema. Agora, seguir em frente, como diz meu amigo José Carlos Bruno, Com Fé...
Gostaria de agradecer a todos que me deram apoio, que me ligaram, que passaram e-mail, que mandaram mensagens pelo celular, ou, deixaram recados no facebook, saibam que é nesta hora que podemos destacar os amigos, os verdadeiros amigos, aqueles que, realmente, se importam, que gostam, se estão presentes nas horas que precisamos, obrigada meus amores, ainda bem que tenho esses anjos, que chamo de amigos... beijinhos no coração.
Quero, também, agradecer a equipe do Hospital Quinta D'Or, pelo carinho e dedicação com que todos, tratam os pacientes, naquela hora em que precisamos de atenção, carinho e colinho. A equipe de enfermagem, com suas técnicas, auxiliares e enfermeiras, todas maravilhosas, mas o meu agradecimento especial para Rose Souza e Suzane Agues, do CTI e Rogeria, do segundo andar.
Suzane Agues e Rogeria são pessoas que nasceram para ser enfermeiras, são incansáveis, dedicadas, carinhosas, pacientes e amorosas para com os pacientes, essas são, os anjos do Quinta D'Or. Que Deus abençoe voces, minhas lindas.
Meu medico-amigo Alexandre Fiuza e Renato Cirne, o meu anestesista predileto, obrigada, meu eterno carinho.

domingo, 27 de outubro de 2013

AVISO PARA MEUS AMIGOS

PARA TODOS
Amigos e Visitantes
Vou ficar alguns dias sem participar deste Blog, ficarei internada dos dias 29\30 ate 05\11,se tudo correr bem e mais alguns dias em recuperação.
Aos amigos, que quiserem noticias, liguem para o celular.
Até breve.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

CONTROLE DA GLICEMIA

CANELA COMO SUPLEMENTO ALIMENTAR PODE AUXILIAR NO CONTROLE DA GLICEMIA EM DIABÉTICOS 
 
O controle do açúcar no sangue (glicemia) é um dos principais objetivos a ser alcançado no tratamento da diabete tipo II. A glicemia elevada influencia o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que é uma das principais complicações da diabete. As estratégias utilizadas até agora para controlar a glicemia incluem o uso de fármacos, intervenções no estilo de vida e modificações na alimentação.
 
Apesar de alguns estudos apontarem uma série de suplementos naturais como benéficos para o tratamento da diabete, o uso desses suplementos não é recomendado pela Associação Americana de Diabete devido à insuficiência de evidências clínicas mostrando a sua eficácia. Estudos recentes, entretanto, estão suprindo esta insuficiência. A maior parte deles tem concentrado suas atenções na canela (Cinnamomum cássia), ingrediente alimentar natural muito antigo e comum em todo o mundo.
 
No último mês de setembro foi publicada na revista científica Annals of Family Medicine uma pesquisa que utilizou como metodologia a metanálise, que consiste do agrupamento e análise de resultados de diferentes estudos abordando o mesmo tema. A avaliação dos resultados em grupo geralmente confere mais consistência às conclusões.
 
Esta metanálise agrupou 10 ensaios clínicos randomizados que comparavam grupos de pacientes diabéticos que ingeriram canela em pó ou em cápsulas versus diabéticos que não ingeriram. Em um período que variou, conforme o estudo, de 4 a 18 semanas de tratamento, os pacientes que ingeriram canela tiveram uma redução significativa da glicemia. Além disso, apresentaram uma melhora no perfil lipídico, com uma redução do colesterol total, triglicerídeos e LDL (colesterol ruim) e um aumento no HDL (colesterol bom).
 
Esses efeitos têm sido atribuídos ao princípio ativo da canela (cinamaldeído), que agiria em diferentes fases da regulação do principal controlador fisiológico da glicemia, o hormônio insulina, melhorando a eficiência da secreção e da ação deste hormônio nas células. A consequência dessa maior eficiência é uma redução do açúcar no sangue e uma melhora no padrão das gorduras circulantes.
 
Os pesquisadores salientam que o uso de 1 a 6 gramas por dia de canela (uma colher de chá contém aproximadamente 3 gramas) na alimentação pode ser um auxiliar no tratamento da diabete, sem ser, no entanto, um substituto da medicação prescrita pelo médico.


 

domingo, 20 de outubro de 2013

DEPRESSÃO - ACUPUNTURA

ACUPUNTURA PODE AUXILIAR NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO
 
Depressão é uma doença que afeta um grande número de pessoas de todas as idades no mundo todo. As principais manifestações da doença são relacionadas a alterações do humor, podendo a pessoa apresentar uma série de sintomas em diferentes intensidades. Caracteriza-se por uma sensação de desânimo (disforia) na maior parte dos dias, normalmente acompanhada por um sofrimento mental e uma incapacidade de sentir prazer (anedonia), com uma perda de interesse generalizada pelas coisas. Alguns dos sintomas mais comuns podem ser a irritabilidade, problemas de sono (insônia ou dormir demais), alterações do apetite (ganho ou perda de peso), cansaço e falta de energia, dificuldades de concentração, sensação de culpa, desesperança, baixa autoestima, pensamentos repetidos de morte ou suicídio.
A depressão pode ser tratada com medicamentos e/ou psicoterapia. Alguns aspectos relacionados ao estilo de vida podem contribuir para o tratamento, como exercícios físicos regulares, alimentação adequada e evitar álcool e drogas. Uma abordagem que pode ser complementar ao tratamento é a acupuntura, porém, estudos prévios com o uso da acupuntura foram inconclusivos devido a limitações metodológicas.
Pois no final de setembro foi publicada uma nova pesquisa na revista científica PLOS Medicine, mais consistente e que supera as limitações metodológicas anteriores. Trata-se de um ensaio clínico randomizado que comparou:
· acupuntura + cuidado padrão
· psicoterapia + cuidado padrão
· cuidado padrão exclusivamente
em pacientes com depressão. Os que receberam acupuntura e psicoterapia continuaram recebendo o tratamento medicamentoso usual do cuidado padrão.
Os resultados evidenciam que tanto a acupuntura como a psicoterapia estão independentemente associadas a uma redução dos sintomas de depressão a curto e médio prazo, quando comparados com o cuidado padrão, não apresentando efeitos adversos relevantes.
Os pesquisadores salientam que estas duas alternativas terapêuticas não substituem a abordagem farmacológica convencional, sendo, no entanto, ótimos auxiliares no tratamento da depressão.


 

domingo, 13 de outubro de 2013

DOENÇAS AUTO IMUNES E O SISTEMA NERVOSO

DOENÇAS AUTO IMUNES E O SISTEMA NERVOSO
         
        O   sistema  imunológico  pode   produzir,   por  engano,   anticorpos   contra   proteínas    do   sistema  nervoso,  da  própria  pessoa,    confundindo-as   com  elementos  estranhos  ao nosso  corpo,   como por  exemplo,   partículas  virais.
 
        Poderá haver, então,   lesão  inflamatória  no tecido  nervoso,     neurite,  se no  nervo,    radiculite,  se  na  raiz  nervosa,    mielite,   se  na  medula  espinhal   e   encefalite,   se  no  encéfalo  (cérebro,  cerebelo e  tronco encefálico).
 
        Síndrome de  Guillan-Landry-Barrè  se   forem  atacadas  as  raízes nervosas  motoras,   causando   paralisia   ascendente,   que   pode  comprometer  desde os membros inferiores,  até   os músculos respiratórios   e  faciais.
 
        Outra doença  auto-imune,  é  a Esclerose  múltipla,  quando é atacada a  mielina da substância branca. Esta doença  se   apresenta,  geralmente,  em  surtos.   Os surtos costumam se repetir,  podendo ocorrer lesões no  cérebro,  no cerebelo,  na  medula  espinhal, nos  nervos ópticos (visão),  nos nervos trigemio (sensibilidade  da face)  e  nos nervos  auditivos.  
 
        A   esclerose  múltipla  piora   no  calor,   porque   o mesmo facilita  a  entrada  dos  anticorpos  no  tecido   do   sistema nervoso  central.
 
       O  lúpus,   doença  inflamatória  que  ataca  vários  tecidos do corpo,  por auto –anticorpos,      pode  causar  a  encefalite  lúpica.
 
        De modo  geral,   quem tem doença  auto imune,  deve  evitar certas vacinas,  bem como  uso  de   materiais no  corpo,   que     possam aumentar a      produção de anticorpos. Pelo mesmo motivo,  os cuidados para evitar contato  com agentes infecciosos deverão  ser  redobrados. 
 
         Outro forte motivo para  se proteger  dos agentes  infecciosos,  é  que o  tratamento, muitas vezes,  enfraquece as defesas  do  corpo  contra  as infecções.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PENFIGÓIDE BOLHOSO

PENFIGÓIDE BOLOSO
O que é?

Penfigóide bolhoso é uma doença de pele, autoimune, caracterizada pela presença de grandes bolhas na pele, avermelhadas, que não se rompem facilmente. Não se sabe exatamente quais são as causas do surgimento destas bolhas, mas existem relatos do seu aparecimento após a exposição à radiação ultravioleta, radioterapia ou após o uso de determinados medicamentos.

Sintomas
Os sintomas do penfigoide bolhoso são:
Bolhas ligeiramente avermelhadas que surgem na pele, acompanhadas de coceira, que quando se rompem, apesar de muito dolorosas, não deixam cicatrizes.
Estas bolhas podem afetar todo o corpo, mas são mais frequentes nas regiões de dobras, como na virilha, cotovelos e joelhos.

Diagnóstico
Para o diagnóstico do penfigoide bolhoso, o médico dermatologista deverá observar atentamente a região, e, se necessário, solicitar exames complementares, como biópsia.

Tratamento
O tratamento para penfigoide bolhoso é feito com medicamentos anti-inflamatórios corticosteróides, ou imunossupressores. O tempo de duração da doença varia de pessoa para pessoa, podendo levar semanas, meses ou anos. Apesar de não ser uma doença de fácil resolução, o penfigoide bolhoso tem cura, e esta pode ser alcançada com a combinação de medicamentos orais e tópicos, sempre indicados pelo médico dermatologista.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

DOENÇA DE GRAVES (pronuncia-se Grive)

O que é Doença de Graves?
Sinônimos: Doença de Basedow-Graves, bócio difuso tóxico
 
A doença de Graves é um transtorno autoimune que leva à superatividade da glândula tireoide (Hiprtireoidismo).
 
Causas  
                                                 
A glândula tireoide é um órgão importante do sistema endócrino. Ela encontra-se na parte da frente do pescoço, logo abaixo da laringe. Essa glândula produz os hormônios tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3), que controlam o metabolismo do corpo. O controle do metabolismo é crucial para regular o humor, o peso e os níveis de energia mental e físico.
Se o corpo produz hormônios da tireoide em excesso, esse distúrbio é chamado hipertireoidismo. (Uma tireoide inativa causa o hipotireoidismo.)
A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo. É causada por uma resposta anormal do sistema imunológico que leva a tireoide a produzir hormônios em excesso. A doença de Graves é mais comum em mulheres acima dos 20 anos. No entanto, a doença pode se manifestar em qualquer idade e atingir homens também.
 
Exames
 
O exame físico mostra uma frequência cardíaca acelerada. Um exame do pescoço pode revelar um aumento da glândula tireoide (bócio).
Outros exames incluem:
  • Exames de sangue para medir os níveis de TSH, T3 e T4 livre
  • Ingestão de iodo radioativo
Essa doença também pode afetar os resultados dos seguintes exames:
  • TC de órbitas ou ultrassonografia
  • Imunoglobulina estimulante da tireoide (TSI)
  • Anticorpos antiperoxidase tireoidiana (TPO)
  • Anticorpos antirreceptores de TSH
Tratamento

O objetivo do tratamento é controlar a hiperatividade da glândula tireoide. Betabloqueadores, como propranolol, são geralmente usados para tratar sintomas como frequência cardíaca acelerada, sudorese e ansiedade até que o hipertireoidismo seja controlado. O hipertireoidismo é tratado com um ou mais dos seguintes medicamentos:
  • Medicamentos antitireoidianos
  • Iodo radioativo
  • Cirurgia
Caso a tireoide seja removida com cirurgia ou destruída por radiação, será preciso repor os hormônios com comprimidos pelo resto da vida.
Alguns dos problemas oculares relacionados à doença de Graves melhoram quando o hipertireoidismo é tratado com medicamentos, radiação ou cirurgia. O iodo radioativo pode, às vezes, piorar os problemas oculares. Os problemas oculares são piores em pessoas que fumam, mesmo após a cura do hipertireoidismo.
Às vezes, é preciso prednisona (um medicamento esteroide que inibe o sistema imunológico) para reduzir a irritação e o inchaço ocular.
Pode ser necessário tapar os olhos à noite para que não sequem. Óculos escuros e colírios podem ser necessários para reduzir a irritação. Raramente, cirurgia ou radioterapia (diferente de iodo radioativo) podem ser necessárias para que os olhos voltem à posição normal.
 
Expectativas
 
A doença de Graves geralmente responde bem ao tratamento. No entanto, a cirurgia da tireoide ou o iodo radioativo geralmente causarão o hipotireoidismo. Caso a reposição hormonal não seja feita da forma correta, o hipertireoidismo pode causar:
  • Depressão
  • Lentidão física e mental
  • Ganho de peso
Medicamentos antitireoidianos também podem causar sérios efeitos colaterais.
 
Complicações  possíveis
 
  • Rouquidão devido a lesões nos nervos laríngeos
  • Baixos níveis de cálcio devido a lesões nas glândulas paratireoides (localizadas perto da glândula tireoide)
  • Cicatriz no pescoço
  • Problemas oculares (oftalmopatia de Graves ou exoftalmia)
  • Frequência cardíaca acelerada
  • Insuficiência cardíaca congestiva (especialmente em idosos)
  • Fibrilação atrial
  • Crise de tireoide (tempestade tireotóxica), uma intensa piora dos sintomas da tireoide superativa.
  • Maior risco de desenvolver osteoporose, se o hipertireoidismo estiver presente por um longo período
  • Se a dose do hormônio não for suficiente, os sintomas do hipotireoidismo, como cansaço, ganho de peso, colesterol alto, depressão, lentidão física e outros podem aparecer
  • Se houver superdosagem, os sintomas do hipertireoidismo voltarão.
  • domingo, 8 de setembro de 2013

    FEBRE FAMILIAR DO MEDITERRÂNEO

    A febre familiar do Mediterrâneo (FFM)
    O que é?
    consiste em uma rara doença genética recessiva, que se caracteriza por surtos recorrentes de febre, juntamente com dores abdominais e/ou torácicas e/ou dores e inchaço das articulações.

    Esta patologia acomete em especial indivíduos originários do Mediterrâneo e Oriente Médio, como judeus, árabes, turcos, armênios, libaneses, gregos e italianos, embora existam relatos de casos em indivíduos provenientes de outros lugares.

    Pesquisas evidenciaram que a FFM é resultante de um defeito genético no cromossomo 16. Apesar de ainda não ser conhecido o mecanismo pelo qual esta mutação leva à FFM, existe a hipótese de que os indivíduos portadores desta patologia não sintetizam a proteína pyrin e, portanto, respostas inflamatórias não são reguladas.

    Tipicamente, as manifestações clínicas desta doença surgem na infância, sendo que em 90% dos casos, manifestam-se antes dos 18 anos de idade. Os sinais e sintomas são apontados coletivamente como ataques. As manifestações clínicas mais frequentes são essas abaixo:

    Sintomas:
    - Febre súbita, que varia de 37,8°C a 40°C;
    - Dor abdominal, apresentando todos os sinais de peritonite e de dor aguda como no caso de   apendicite;
    - Inchaço nas articulações;
    - Problemas intestinais, sendo, normalmente, constipação seguida por diarreia;
    - Mialgia;
    - Dores torácicas, devido à presença de pleurite e pericardite;
    - Dor no escroto, que ocorre em cerca de 5% dos casos em decorrência da inflamação da túnica vaginal.
    - A ocorrência dos ataques é esporádica, embora alguns portadores desta doença relatem que atividades físicas intensas e estresse precipitam seus ataques.

    Não existe um teste específico para diagnosticar a FFM. O diagnóstico é feito com base no histórico de ataques típicos, principalmente em indivíduos provenientes do Mediterrâneo e do Oriente Médio ou descendentes dos mesmos. Exames se sangue realizados durante os ataques podem evidenciar um aumento de certos marcadores que apontam uma condição inflamatória em seu organismo. Também existe a opção do teste genético; contudo, esses testes não avaliam para todas as mutações genéticas associadas à doença.

    Até o momento não existe cura para a FFM. O tratamento mais eficaz para esta doença é feito com o uso da colchicina, medicamento utilizado para evitar a recorrência dos ataques. Este fármaco auxilia na redução da inflamação. Uma pequena parcela dos pacientes (5-10%) não responde ao tratamento exclusivo com a colchicina, devendo esta ser associada à anakinra.