sábado, 7 de novembro de 2009

PNEUMOTÓRAX

Estou abordando este assunto, por tratar-se de um dos sintomas que tive um pouco antes do doagnostico de LES. Fiz tratamento com um pneumologista e quando da acasiao da internação, depois do diagnostico de LES, eu estava com pleurite, apenas. Qualquer problema que tenhamos nos pulmoes, ou nas vias respiratorias de um modo geral, nos é muito dolorido e doloroso, pois quando se sente dor para rspirar, as coisas nao sao faceis.

PNEUMOTÓRAX

O que é?
É o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e uma membrana (pleura) que reveste internamente a parede do tórax. Este espaço, que normalmente é virtual, se chama espaço pleural.

O que acontece?
O ar, ao entrar entre o pulmão e a parede torácica, pode comprimir o pulmão e causar dificuldade para respirar. Além disso, quando o pneumotórax é grande, ele pode fazer com que o coração se desloque, levando a alterações nos batimentos do coração e, até, à morte.

O que se sente?
Dor torácica – referida em 90% dos casos;
Tosse – ocorre em 10% dos pacientes;
Encurtamento da respiração (falta de ar) – ocorre em 80% dos indivíduos;
Agitação.
Cansaço fácil;
Aceleração dos batimentos cardíacos pode ocorrer;
Coloração azulada da pele (cianose) devido à falta de ar;

De uma maneira geral, os sinais e sintomas supracitados variam conforme a magnitude do pneumotórax, ou seja, depende do volume de ar acumulado no espaço pleural. A presença de doença pulmonar prévia – bronquite crônica, por exemplo – também influi bastante.

A dor é aguda, tipo pontada, persistente, no lado afetado do tórax. Já a tosse é seca e irritativa, podendo piorar a falta de ar.

Qual a classificação do pneumotórax quanto a sua causa?
- Pode ser classificado como: espontâneo, traumático ou iatrogênico.

- O pneumotórax espontâneo pode ser dividido em primário ou secundário, sendo:

. primário - aquele onde não se identifica uma doença pulmonar concomitante;
. secundário – quando existe uma doença pulmonar associada, como o enfisema pulmonar, por exemplo.

O pneumotórax traumático é aquele que resulta de um traumatismo na região do tórax – ferimentos por faca, punhal, tiro de arma de fogo, pancadas por atropelamentos ou outros.

O pneumotórax iatrogênico acontece como resultado de algum procedimento médico, que tinha o intuito de auxiliar no diagnóstico ou no tratamento do paciente. Um pneumotórax iatrogênico pode ocorrer após a tentativa de se acessar uma veia do tórax ou do pescoço, por exemplo.

Além disso, pode-se classificar o pneumotórax como aberto ou fechado quando existir ou não comunicação do espaço pleural com o ambiente.

Quanto a sua magnitude, ele pode ser classificado como grande – distância entre o pulmão e a parede torácica maior que 3 centímetros – ou pequeno quando esta distância for menor que 3 centímetros.

Quais as causas?
Existem várias causas para o surgimento do pneumotórax. Dentre as mais importantes, estão:
. Doenças pulmonares obstrutivas como a asma, enfisema pulmonar e bronquite crônica.
. Traumas torácicos em acidente por arma de fogo (tiro) ou acidente por arma branca (facada), causando o pneumotórax traumático. Outros objetos também podem perfurar o tórax, levando ao mesmo resultado.
. Aqueles que aparecem após procedimentos cirúrgicos ou outros procedimentos médicos (muitas vezes buscando o diagnóstico de doenças ou tentando amenizar sofrimento causado por estas), como a respiração artificial, por exemplo, utilizada em Unidade de Tratamento Intensivo nos pacientes com sofrimento respiratório, que pode levar ao chamado pneumotórax iatrogênico. Contudo, o pneumotórax iatrogênico não é freqüente.
. Infecções graves do pulmão como pneumonias ou tuberculose.
. Tumores.

Há indivíduos em que o pneumotórax surge pela existência de uma bolha de ar no pulmão, formada durante o desenvolvimento pulmonar, que, ao se romper, causa o problema. Este é chamado de pneumotórax espontâneo primário.

De forma semelhante, alguns tabagistas, ao longo de vários anos fumando, formam bolhas de ar (bolhas de enfisema), que podem romper, levando ao pneumotórax espontâneo secundário.

Como o médico faz o diagnóstico?
Baseado no exame físico e na conversa com o paciente, o médico poderá fazer o diagnóstico. Mas, a radiografia do tórax é que confirmará a situação. Esta radiografia mostrará a coleção anormal de ar entre o pulmão e a parede do tórax. Para obter mais dados, o médico poderá solicitar uma tomografia computadorizada do tórax. Pode ser muito útil nos casos de pneumotórax espontâneo.

Como se trata?
A meta do tratamento é remover o ar do espaço pleural e prevenir sua recorrência.

O tratamento será definido baseando-se no tamanho do pneumotórax (visto na radiografia), na causa deste e na gravidade dos sintomas causados por ele. Além disso, a presença ou não de doenças concorrentes no tórax também influenciará na decisão do tratamento mais adequado.

Como tratamento, o médico poderá optar pela colocação de um dreno no tórax – um tubo de látex entre as costelas fica conectado a um frasco coletor que retira o ar do local anormal. Outra alternativa seria uma cirurgia para a correção ou, simplesmente, a conduta expectante (esperar). Nesta, o médico supervisiona o seu paciente, aguardando que o ar que se encontra no lugar anormal seja reabsorvido por si.

Ainda é incerto se o uso de oxigênio suplementar deve ser usado no paciente com pneumotórax. Contudo, a reabsorção do ar do pneumotórax sem o uso de oxigênio ocorre numa taxa de 2% ao dia. Se utilizada uma suplementação no oxigênio respirado pelo paciente, esta taxa de reabsorção pode aumentar em até quatro vezes o valor normal.

Como se previne?
Evitar o tabagismo é uma maneira de prevenir os casos de pneumotórax relacionados às bolhas de enfisema e ao câncer de pulmão.

Programas para redução da violência urbana, incluindo acidentes de trânsito, também podem ajudar a diminuir os traumas de tórax e, por conseguinte, os casos de pneumotórax.

Depois do primeiro episódio de pneumotórax espontâneo, o indivíduo tem 40-50% de chances de desenvolver novo episódio. Este é mais um motivo para abandonar o fumo.

3 comentários:

Tony Madureira disse...

Olá,

Como estás? tudo bem contigo?

Mais um post intressantissimo...

Bjs

direitinho disse...

Bom dia
Gostei muito deste seu artigo e li com mais atenção pois tive o meu pai com enfisêma pulmonar.
Também fui fumador activo e passivo durante quase 30 anos. Hoje vão surgindo alguns resquícios.
É sempre bom ler e saber.
Muitas vezes o desconhecimento das situações vai prolongando o sofrimento das pessoas que tardam em procurar o alívio ou mesmo a cura junto dos médicos entendidos.

Vi as fotos e sei que teve umas férias para recordar.
Vejo também que voltou cheia de boa vontade para continuar estes seus trabalhos.
Um beijo grande para toda a família

Anônimo disse...

Gostei ,dessa materia !!
meu pai acabou de sair do hospital ,por causa dessa doença !!
mais agora ele disse que vai parar de fumar ,tomara que sim !!
foi a segunda ,vez que deu essa doença nele !!
boanoite !!