domingo, 29 de novembro de 2009

OBESIDADE II

Como o médico faz o diagnóstico?
A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado (quadrado de sua altura) (ver ítem Avaliação Corporal, nesse site). O valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associados conforme apresentado a seguir:
IMC(kg/m2)- Grau de Risco - Tipo de obesidade
18 a 24,9 - Peso saudável - Ausente
25 a 29,9 - Moderado Sobrepeso - (Pré-Obesidade)
30 a 34,9 - Alto - Obesidade Grau I
35 a 39,9 - Muito Alto - Obesidade Grau II
40 ou mais - Extremo - Obesidade Grau III ("Mórbida")

Conforme pode ser observado, o peso normal, no indivíduo adulto, com mais de 20 anos de idade, varia conforme sua altura, o que faz com que possamos também estabelecer os limites inferiores e superiores de peso corporal para as diversas alturas conforme a seguinte tabela :
Altura(cm) - Peso Inferior (kg) - Peso Superior (kg)
145 - 38 - 52
150 - 41 - 56
155 - 44 - 60
160 - 47 - 64
165 - 50 - 68
170 - 53 - 72
175 - 56 - 77
180 - 59 - 81
185 - 62 - 85
190 - 65 - 91

A obesidade apresenta ainda algumas características que são importantes para a repercussão de seus riscos, dependendo do segmento corporal no qual há predominância da deposição gordurosa, sendo classificada em:
- Obesidade Difusa ou Generalizada
- Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta), na qual o paciente apresenta uma forma corporal tendendo a maçã. Está associada com maior deposição de gordura visceral e se relaciona intensamente com alto risco de doenças metabólicas e cardiovasculares (Síndrome Plurimetabólica)
- Obesidade Ginecóide, na qual a deposição de gordura predomina ao nível do quadril, fazendo com que o paciente apresente uma forma corporal semelhante a uma pêra. Está associada a um risco maior de artrose e varizes.

Essa classificação, por definir alguns riscos, é muito importante e por esse motivo fez com que se criasse um índice denominado Relação Cintura-Quadril, que é obtido pela divisão da circunferência da cintura abdominal pela circunferência do quadril do paciente. De uma forma geral se aceita que existem riscos metabólicos quando a Relação Cintura-Quadril seja maior do que 0,9 no homem e 0,8 na mulher. A simples medida da circunferência abdominal também já é considerado um indicador do risco de complicações da obesidade, sendo definida de acordo com o sexo do paciente:
Risco Aumentado - Risco Muito Aumentado
Homem 94 cm - 102 cm
Mulher 80 cm - 88 cm

A gordura corporal pode ser estimada também a partir da medida de pregas cutâneas, principalmente ao nível do cotovelo, ou a partir de equipamentos como a Bioimpedância, a Tomografia Computadorizada, o Ultrassom e a Ressonância Magnética. Essas técnicas são úteis apenas em alguns casos, nos quais se pretende determinar com mais detalhe a constituição corporal.

Na criança e no adolescente, os critérios diagnósticos dependem da comparação do peso do paciente com curvas padronizadas, em que estão expressos os valores normais de peso e altura para a idade exata do paciente. (Continua...)

Um comentário:

direitinho disse...

Mais um excelente trabalho,mas o que fazer quando se come e a barriga parece estar sempre vazia...?
Felizmente que aqui em casa não há pessoas muito gordas mas nós dois podemos perder uns 10 quilos para começar.
Todos os dias tenho de andar, de fazer bastante execício.
Nestes dois meses perdi dois quilos, mas ainda assim tenho de trabalhar mais.
O meu pazer não está na mesa.
Nem sou nenhum comilão.
A minha idade ajuda a guardar maior quantidade de gorduras.
Ainda são restos de tabaco que me estão metidos mo metabolismo.