sábado, 25 de janeiro de 2014

CAFEÍA MELHORA A MEMÓRIA

Cafeína melhora a memória
Milhões de pessoas no mundo inteiro ingerem, diariamente, cafeína que é um componente de diversas bebidas como café, chá, refrigerantes, energéticos, e também de alguns medicamentos e alimentos. Efeitos benéficos deste composto já vêm sendo descritos na literatura médica, principalmente na melhora da atenção, alerta e no aumento da capacidade cognitiva. Por outro lado, potenciais danos à saúde causados pelo uso indiscriminado de grandes quantidades também têm sido demonstrados.
Agora, uma pesquisa, recentemente publicada na revista Nature Neuroscience, traz uma boa novidade sobre a cafeína. O estudo revelou que a ingestão da substância melhora a memória de longa duração (aquela que é guardada por períodos longos e é mais permanente, ao contrário da memória de curta duração e da memória de trabalho, que são estocadas por períodos muito curtos).
Os pesquisadores conseguiram dissociar o efeito positivo da cafeína diretamente sobre a memória, de outros efeitos da cafeína que poderiam, indiretamente, melhorar o desempenho do participante num teste de memória, como o aumento da atenção, vigilância e cognição. Isso foi feito empregando-se um tipo de experimento chamado de administração pós-estudo, em que a droga é administrada após o sujeito ter estudado o material que teria que recordar.
O estudo incluiu mais de 100 participantes, que visualizavam centenas de imagens comuns em um computador. Cinco minutos após, eles ingeriram diferentes doses de cafeína em tabletes. Os participantes retornavam 24 horas depois, e viam mais imagens de objetos. Eles deviam responder se as imagens eram as mesmas, se eram novas, ou semelhantes, às do dia anterior. As pessoas que ingeriram a dose de 200 miligramas de cafeína tiveram melhor desempenho do que aquelas que ingeriram placebo, ou 100 miligramas de cafeína. Doses mais altas que 200 miligramas não tiveram maior efeito.
Mas, quanto é 200 miligramas (mg) de cafeína nos cafés e chás do nosso dia-a-dia? Esta é uma pergunta difícil de responder, pois há uma gama enorme de padrões de industrialização e preparo das bebidas. Um espresso (do italiano: retirado sob pressão) tem de 40 a 75 mg de cafeína. Uma xícara de café passado (240 ml) tem de 95 a 200 mg. Uma xícara de chá preto tem de 14 a 60 mg e de chá verde de 24 a 40 mg de cafeína.
Desta maneira, podemos planejar nossos cafés e chás do dia pensando no que precisamos lembrar amanhã, salientando que a ingestão de cafeína até 6 horas antes de dormir pode prejudicar o sono, e o tiro pode sair pela culatra.
Vale lembrar que a Academia Americana de Pediatria recomenda que adolescentes não ingiram mais do que 100 mg de cafeína por dia, e que crianças não deveriam ingerir bebidas contendo cafeína.
 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL!

MINHA MENSAGEM DE NATAL
Nesta época, eu não poderia deixar de lembrar da minha infância e adolescência, quando passava uns dois meses nos ensaios da peça, a representação do nascimento de Cristo, eu me sentia importante, grande, afinal eu seria Maria, a mae do filho de Deus.... conto isso com muito orgulho e alegria...

Deixo para todos, a minha mensagem, não é, apenas, por ser Natal, mas que nos sirva todos os dias, que possamos ser amáveis, generosos, bons cristãos, em tod...os os dias das nossas vidas, com todos, sempre...

Desejo, a todos, que na paz de Deus, cada um, possa encontrar o seu caminho e que, este caminho seja trilhado com muita
- Fé,
- Coragem, para assumir e enfrentar as dificuldades do dia a dia,
- Perseverança, para que jamais desista ou desanime dos seus sonhos,
-Esperança, para que a cada novo dia possa ver novos horizontes,
- Amor, que motiva todos os outros sentimentos para que sempre fique cercado de: respeito, compreensão, solidariedade e dedicação.
Que a vida seja abençoada e que transborde em paz, saúde e harmonias.

Natal, é para comemoramos o nascimento de um ser, que veio a esse mundo com a exclusiva missão, de nos ensinar o verdadeiro significado da palavra amor. ELE é a essencia do Amor.

FELIZ NATAL, TODOS OS DIAS.
ÊIDINA QUEIROZ, 17\12\2013
(Texto e autoria Registrado)

domingo, 8 de dezembro de 2013

INTERNAÇAO HOSPITAL PASTEUR

Internação no Pasteur
Mais uma internação básica
Para não passar em branco, o mês de dezembro, ontem, fui obrigada a "dar um pulinho" no Hospital Pasteur, no meio da noite, onde fiquei durante algumas horas, que ironia, não gosto muito do Pasteur, mas é o mais próximo da minha casa... Acho que fiquei com uma ansiedade louca, deve ser a expectativa das festas... fiquei com dores nas costa e uma dificuldade para respirar, (fibromialgia forte) então, emergência aqui vou eu... estou melhor, ainda bem, em razão do soro com os remédios para as dores, eu dormi a manha inteira... melhor para mim... assim, não preciso pensar... pensar dói e faz mal à saúde... vou sobreviver, com certeza, se eu ficar um pouco afastada deste blog, a razão será esta, não quero pensar, não quero escrever, não quero ler, só quero esquecer as dores...
INSUFICIÊNCIA ADRENAL AGUDA
Sinônimos Crise Adrenal, Crise Addisoniana
 
O que é?
A insuficiência adrenal aguda ocorre quando, rapidamente, as glândulas adrenais deixam de produzir seus hormônios característicos, que são a cortisona e/ou a aldosterona.
 
Como se desenvolve?
A insuficiência adrenal aguda pode ser de causa primária (doença envolvendo as adrenais) ou secundária (doença envolvendo a hipófise ou o hipotálamo, responsáveis pelo controle das adrenais).
Na insuficiência adrenal aguda primária, o quadro agudo em geral é desencadeado a partir de acidentes, traumatismos graves, infecções ou outras doenças agudas ocorrendo em pacientes já portadores de doença adrenal preexistente, diagnosticada ou não. Freqüentemente, a crise adrenal aguda pode ser o momento em que se diagnostica a insuficiência adrenal primária, uma vez que os seus sintomas e sinais são de lenta instalação. Neste quadro pode ocorrer grave distúrbio hidroeletrolítico com hipotensão arterial e choque.
Na insuficiência adrenal secundária, o quadro em geral está associado a suspensão abrupta de glicocorticóides que o paciente vinha utilizando para tratamento de outras doenças tais como doenças reumáticas, renais, dermatológicas, pulmonares, alérgicas e auto-imunes. Os sintomas e sinais ocorrem pelo fato de o paciente estar utilizando corticóides por tempo prolongado, apresentando como conseqüência uma supressão crônica na produção dos hormônios que controlam as adrenais, que são o CRH (hormônio estimulador da hipófise) e do ACTH (hormônio estimulador das adrenais). Quando o paciente interrompe o uso dos corticóides, tanto o CRH quanto o ACTH, eles não têm capacidade de serem produzidos rapidamente, levando a um quadro de deficiência hormonal adrenal severa.
 
O que se sente?
O paciente apresenta quadro importante de fraqueza, náuseas, vômitos, tonturas, dor e desconforto abdominal, confusão mental, pressão arterial baixa (hipotensão arterial), febre, hipoglicemia, desidratação, choque circulatório e coma. Se o quadro não for identificado, o paciente corre risco de vida.
 
Como o médico faz o diagnóstico?
A partir da identificação do quadro clínico descrito acima, especialmente em pacientes usuários crônicos de cortisona e ou portadores de doenças potencialmente associadas à insuficiência adrenal.
 
Como se trata?
Identificado o quadro suspeito, o paciente deve ser atendido em ambiente hospitalar, no qual receberá medicações por via endovenosa (pela veia) de corticóides e soro. Com este manejo, em geral se obtém uma melhora rápida dos sintomas, devendo ser imediatamente pesquisada a causa desencadeante do quadro agudo. Na suspeita de infecção, a mesma deve ser tratada o mais breve possível.
 
Como se previne?
Uma estratégia importante de prevenção é a orientação a todos os pacientes que irão utilizar cortisona por tempo prolongado. Todos os pacientes devem ser informados de que não poderão suspender abruptamente a medicação, além de sempre portar identificação referente ao uso destas substâncias e receber orientação quanto à necessidade de aumentar a dosagem da cortisona em situações de estresse.
Os pacientes portadores de insuficiência adrenal primária, também devem portar identificação de sua doença e receberem orientação quanto a situações de estresse, nas quais deverão receber doses adicionais de cortisona, além de necessitarem do uso crônico de fluoridrocortisona (mineralocorticóide sintético).
Em pacientes portadores de doenças potencialmente associáveis a insuficiência adrenal (tuberculose, blastomicose, SIDA, determinadas neoplasias), a mesma deve ser constantemente suspeitada e avaliada, prevenindo-se dessa forma a ocorrência de crises agudas.

 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

QUANDO A PERDA DE MEMÓRIA COM A IDADE NÃO REPRESENTA DEMÊNCIA

Quando a perda de memória com a idade não representa demência

Quantos de nós, principalmente aqueles que já passaram dos 50, não experimentaram a situação de estar com um nome de pessoa ou objeto conhecido na ponta da língua e não conseguir lembrar, situação essa popularmente conhecida como “deu um branco”?
Muitas vezes isto traz preocupação para as pessoas de mais idade, pois consideram esses lapsos como um sinal de declínio da memória e os associam com a possibilidade de estarem iniciando um processo de demência.
Há pouco tempo, foi publicado online uma pesquisa na revista científica Psychological Science, onde foi conduzido um estudo para testar se esses lapsos eventuais de memória estão relacionados com um declínio da memória como um todo, o que poderia ser um sinal de início de um processo de demência.
O estudo foi realizado em 718 adultos de 18 a 99 anos. Foram feitos testes para avaliar dois tipos de lapsos de memória onde foram computados escores:
  • - o primeiro é a experiência referida pelos pesquisadores como memória “está na ponta da língua”, que é relacionada com nomes de pessoas ou objetos que o indivíduo declarava conhecer, porém não lembrava no momento (“deu um branco”);

  • - o segundo são os lapsos de memória episódica, que é relacionada à lembrança de eventos da vida do próprio indivíduo, sendo este é o tipo de avaliação frequentemente usado para o diagnostico de demência.
Foi considerado e ajustado aos resultados o fato que indivíduos mais velhos têm uma bagagem de conhecimento maior, e por isso têm mais chances de apresentar os lapsos do tipo “está na ponta da língua”.
Os resultados demonstraram que os lapsos do tipo “está na ponta da língua” são mais comuns à medida que o indivíduo envelhece, o que os deixa bastante frustrados. Entretanto, isto parece não estar associado com um problema de memória associado com uma demência iminente, já que o declínio da memória episódica não está significativamente relacionado com o aumento dos lapsos do tipo “está na ponta da língua”.
A conclusão dos pesquisadores indica que tanto o aumento dos lapsos do tipo “está na ponta da língua”, quanto o declínio da memória episódica, estão relacionados com a idade, e representam, ao menos parcialmente, fenômenos independentes.
Então, se desde ontem está na ponta da língua o nome daquele artista famoso e não conseguimos lembrar, não nos preocupemos. Segundo estes dados, isto não é um sinal de demência. É um sinal de que estamos ficando um pouco mais velhos.
 

sábado, 30 de novembro de 2013

VASCULITE

O que é Vasculite?

Todos os órgãos são supridos por sangue por meio dos vasos.
As artérias são os vasos que levam o sangue do coração até os órgãos, as veias fazem o caminho inverso, levando o sangue de volta ao coração, e os capilares são pequenos vasos que fazem a conexão entre as pequenas artérias e as veias.
As vasculites são doenças causadas por inflamação dos vasos sanguíneos do organismo. Nestas doenças, a parede dos vasos sanguíneos é invadida por células do sistema imunológico, o que pode provocar estenose (estreitamento), oclusão (fechamento), formação de aneurismas e/ou hemorragias.

Podemos classificar as vasculites em primárias e secundárias.
As vasculites primárias são doenças raras, de causa pouco conhecida, e ocorrem quando o vaso sanguíneo é o alvo principal da doença. A classificação das vasculites primárias baseia-se no tamanho do vaso acometido (pequenos, médios e grandes vasos).
Já as vasculites secundárias são aquelas em que se observa o acometimento dos vasos devido a alguma doença autoimune, infecções, neoplasias, exposição a drogas, dentre outras.

As diferentes vasculites apresentam características próprias e devem ser diagnosticadas corretamente para que o melhor tratamento seja utilizado. Suspeita-se de vasculite em pacientes que apresentam febre sem causa comprovada, cansaço, dor articular e quadro vascular trombótico (como acidente vascular cerebral, infarto e/ou angina, sem fatores de risco para aterosclerose). Pode ocorrer acometimento de múltiplos órgãos e sistemas como rins, articulações, sistema nervoso central e vias respiratórias.

Principais Vasculites

Doença de Behcet
Pode afetar vasos de qualquer tamanho. Caracteriza-se por úlceras na boca e nos genitais e por acometimento visual. Pacientes com este tipo de vasculite geralmente são jovens entre 20 e 30 anos.

Doença de Buerger
Também conhecida com tromboangeite obliterante, afeta vasos das mãos e pés, e é relacionada com o habito de fumar.

Vasculite do Sistema Nervoso Central
Os sintomas mais comuns são: dor de cabeça, tontura, confusão, alteração de personalidade, podendo levar a acidente vascular cerebral (AVC).

Síndrome de Churg Strauss
É uma vasculite que envolve inflamação de pequenos e médios vasos. Caracteriza-se por asma e predomínio de eosinófilos (células brancas do sangue). Pode acometer seios de face, pulmões, coração e outros órgãos.

Crioglobulinemia
O quadro clínico comum é de um rash (vermelhidão) em pernas e dor articular. A crioglobulinemia tipo 1 pode estar associada a linfomas enquanto a crioglobulinemia tipo 2 frequentemente se associa a hepatite por vírus C.

Arterite de Células Gigantes ou Arterite Temporal
Os sintomas mais comuns são: dor de cabeça, alteração visual, febre, dor em ombro e mandíbula. Acomete pacientes acima dos 50 anos.

Púrpura de Henoch-Shönlein
Afeta a pele, rins, articulações e estômago. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é comum em crianças, frequentemente associada a infecções no sistema respiratório.

Vasculite de Hipersensibilidade
É descrita como vasculite por reação ao uso de drogas (medicamentos). Apresenta lesões na pele na forma de pontos vermelhos e a biópsia de pele acometida revela uma vasculite leucocitoclástica.

Doença de Kawasaki
Vasculite rara, acomete crianças abaixo de cinco anos. Os sintomas são: febre, olhos e lábios vermelhos, rash, edema de mãos e pés e aparecimento de gânglios. Pode comprometer os vasos do coração.

Poliangeite Microscópica
Afeta principalmente os rins, pele e nervos, podendo alterar a sensibilidade.

Poliarterite Nodosa
Comum em pessoas entre os 30 e 40 anos, pode afetar pele, rins e nervos. Em alguns casos pode estar associada ao vírus da hepatite B.

Polimialgia Reumática
Provoca fraqueza dos músculos de ombros e quadris, estando associada à vasculite de células gigantes.

Arterite de Takayasu
Afeta a aorta (a maior artéria do corpo) e os ramos de artérias que levam sangue para os órgãos. A doença é mais frequente em mulheres jovens asiáticas, com menos de 40 anos, mas tem sido descrita cada vez mais em outras populações.

Vasculite Granulomatosa de Wegener
É muito comum que seu início seja com sintomas no trato respiratório superior, como nariz, seios da face e garganta. Os pulmões e rins também podem ser afetados. Ocorre predominantemente em adultos jovens.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

DOENÇA DE PAARKINSON

DOENÇA DE PARKINSON
DOENÇA DE PARKINSON
O que é?
Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, idiopática (sem causa conhecida), raramente acontecendo antes dos 50 anos, comprometendo ambos os sexos igualmente, se caracterizando por:
 
Rigidez muscular
Tremor de repouso
Hipocinesia (diminuição da mobilidade)
Instabilidade postural.
Como se desenvolve?
A anomalia principal consiste numa perda de neurônios de uma área específica do cérebro que produzirá a diminuição de uma substância chamada dopamina, alterando os movimentos chamados extrapiramidais (não voluntários).
 
O que se sente?
Esta doença é insidiosa, podendo começar às vezes com um tremor, outras vezes com falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos (bradicinesia).
A voz poderá ser monótona, escorrendo com facilidade saliva pelos cantos da boca. A pele, principalmente a facial, é lustrosa, "graxenta" e seborréica.
A marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair (festinação). Outras vezes, pode ficar parado (congelado) com enorme dificuldade para se colocar em movimento.
Os tremores, que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, se caracterizam pelos três "R" - Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, se manifestando sobretudo nas mãos.
Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um déficit dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes ininteligível.
 
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico na fase inicial, muitas vezes não é fácil, sendo que, como de costume, o mesmo deverá ser realizado por um médico, preferencialmente neurologista, que dirá se a causa é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido a outras causas. Os sintomas acima referidos podem ser devidos a medicamentos variados (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas, flunarizina), porém, nesse caso, não costumam ser tão intensos.
Intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, infartos cerebrais dos gânglios de base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálicos, encefalites, podem ser a causa desta doença, que tem tratamento e controle, porém não cura.
 
Como se trata?
O diagnóstico à medida que o tempo passa se torna mais nítido, evidente e fácil (a exemplo e imagem do Papa João Paulo II). Assim não é o tratamento, que costuma inicialmente dar resultados excelentes se os enfoques e cuidados terapêuticos necessários forem tomados.
Cada indivíduo responde diferentemente ao tratamento e o que favorece um paciente pode desfavorecer outro. É necessário corrigir a diminuição progressiva da dopamina com calma.
O tratamento consiste no uso de medicamentos, fisioterapia, psicoterapia e, em alguns casos selecionados, cirurgia. É importante tomar cuidado com certos tipos de medicamentos que desencadeiam ou pioram a síndrome Parkinsoniana.
 
Tratamento Medicamentoso
Geralmente são usados medicamentos da classe dos anticolinérgicos, como o triexifenedil e biperideno, que são eficientes e bem tolerados. A selegilina tem sido considerada uma das principais drogas do cérebro desde 1990. Também são utilizadas a levodopa, a carbidopa e a benzerazida.
Bromocriptina, lissurida e pergolida são novos medicamentos que quando indicados devem ser dados progressiva e lentamente, até atingir as doses suficientes.
Como a doença é progressiva, novas manifestações de difícil controle aparecerão, como o "liga - desliga" nas atividades do paciente ("on e off") as quais estão atualmente sendo controladas acrescentando-se ao tratamento tolcapom e pramipexole.
Tratamento Psicoterápico
Pacientes com Parkinson podem ter problemas mentais, como depressão, graus diversos de demência, próprios da doença e piorando pelos medicamentos anteriormente indicados (levodopa, anticolinérgicos, selegilina, amantadina). Consegue-se controlar este sério problema principalmente com a Clozapina, que trata os quadros psicóticos, não piorando a sintomatologia parkinsoniana, pelo contrário, podendo melhorar também o tremor. Essa droga precisa de uma supervisão médica severa.
Os antidepressivos fazem parte do arsenal terapêutico com os seus devidos controles.
O psicoterapeuta e a família dando ocupações, carinho e estímulos são elementos importantíssimos na boa evolução do paciente.
Tratamento Cirúrgico
Há décadas vem sendo utilizado o tratamento cirúrgico para o controle da sintomatologia parkinsoniana, ora atuando sobre os tremores, ora sobre a rigidez, com técnicas e resultados variáveis e discutíveis.
Com os novos aperfeiçoamentos tecnológicos, o tratamento cirúrgico em casos sumamente selecionados poderá ser indicado.