Cólera
O que é?
É uma diarréia aguda causada por uma bactéria denominada vibrião colérico (Vibrio cholerae), que se multiplica rapidamente na luz intestinal. Embora esta bactéria não seja invasiva tem a propriedade de produzir uma toxina que atua sobre o intestino provocando aumento descontrolado da secreção de cloro, sódio e água para a luz intestinal. Isto acarretando diarréia de tal intensidade que se torna freqüentemente mortal
Como se transmite?
A cólera se transmite por ingestão de água e ou alimentos contaminados por fezes ou vômitos de doentes ou portadores assintomáticos que estejam eliminando grandes quantidades de vibrião colérico. O homem é o único animal atingido pela doença e também é o principal reservatório desta bactéria, embora alguns frutos do mar possam ser contaminados.
O que se sente?
A infecção assintomática é mais comum do a infecção acompanhada de sintomas. As queixas decorrem das perdas de líquidos e de sais minerais. Após um período de incubação de um a cinco dias inicia abruptamente uma diarréia aquosa, descrita como semelhante à água de arroz. As perdas de líquidos podem alcançar vinte litros por dia. As perdas sem reposição de água e eletrólitos (sais minerais) acabam se complicando com vômitos, cólicas e diminuição acentuada do volume circulante que determina aumento da freqüência cardíaca, choque e insuficiência renal.
Como o médico faz o diagnóstico?
A identificação da bactéria é essencial para a confirmação diagnóstica. A cólera é doença de notificação compulsória o que mantém um estado de alerta para novos casos. O surgimento de diarréia de grande intensidade chama atenção para a doença. Exames laboratoriais contribuem decisivamente para orientar a reposição dos líquidos e eletrólitos.
Como se previne?
A vacina contra a cólera só é indicada em casos muito especiais, tem uma eficácia de cerca de 50% e uma duração protetora não superior a seis meses. A ingestão de água tratada é a recomendação para que a doença não se torne epidêmica
segunda-feira, 30 de maio de 2011
INFECÇÃO III
FEBRE MACULOSA OU FEBRE DO CARRAPATO
Definição
A febre maculosa é uma infecção aguda causada por uma bactéria, a Rickettsia rickettsii. O homem é infectado através da picada do carrapato que eventualmente carrega esta bactéria nas suas glândulas salivares.
Incidência
Esta é uma doença rara, porém o número de pessoas diagnosticadas vem aumentando desde 1996 quando se tornou obrigatória a sua notificação para os centros de vigilância epidemiológica. Estima-se que a maioria dos casos não é diagnosticada e que os dados disponíveis são provavelmente inferiores à verdadeira incidência.
É mais comum na zona rural, principalmente dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Infecção
A Rickettsia é uma bactéria que sobrevive basicamente dentro das células dos carrapatos. No Brasil, o carrapato mais comum e também o que mais comumente é vetor desta infecção é do tipo Amblyomma cajennense. Estes carrapatos são também conhecidos como "carrapato-estrela", "carrapato de cavalo" ou "rodoleiro". Eles infestam animais domésticos como as galinhas, cavalos, bois, cachorros e porcos e também animais selvagens como os gambás, as capivaras, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e cobras.
O carrapato infectado pica o hospedeiro e através de sua regurgitação inocula a bactéria na corrente sanguínea do animal ou, mais raramente, em feridas abertas. No homem, isso não é comum porque para que haja a infecção o carrapato tem que ficar aderido de 4 a 6 horas.
Todas as pessoas são susceptíveis à infecção as quais, depois de infectadas, adquirem imunidade, provavelmente para o resto da vida.
Esta infecção não passa de uma pessoa doente para outra por contato físico nem contato com saliva, urina ou fezes. Sempre é necessária a picada do carrapato. Porém, a ausência de um relato de que houve a picada por um carrapato não exclui o diagnóstico já que este relato depende da observação e da memória do indivíduo. Além disso, mais de um caso pode aparecer na mesma família ou em pessoas que moram na mesma região porque foram expostos aos mesmos animais portadores de carrapatos infectados.
Os casos são mais comuns nos meses de primavera e verão.
Sintomas
A pessoa infectada pode desenvolver sintomas de 2 a 14 dias após a picada, em média, uma semana. Estes sintomas podem praticamente não existir ou serem muito fracos, o que dificulta o diagnóstico.
Nas pessoas que desenvolvem o quadro mais característico, a febre pode ser moderada a alta, chegando até 39 a 40 graus. Esta febre pode durar de 2 a 3 semanas e geralmente a pessoa tem que restringir as suas atividades, necessitando repouso no leito. É comum ter dor de cabeça intensa, dor no corpo, calafrios e edema dos olhos e conjuntivas.
Nos primeiros dias de febre pode aparecer a mácula, de onde vem o nome da doença. São lesões de pele, róseas, nos punhos e tornozelos, que progridem para o tronco e face e após, mãos e pés. Em 2 a 3 dias, estas lesões adquirem um certo volume e podem ser sentidas ao toque quando ficam de uma coloração mais forte. Após 4 dias podem ficar arroxeadas. Nas áreas de maior atrito, podem se unir e formar uma placa que se parece com um hematoma. Pode haver descamação nas áreas mais intensas. O local onde houve a picada pode formar uma úlcera necrótica semelhante à lesão de picada de aranha.
A doença pode evoluir para cura espontânea em 3 semanas. Porém nas formas mais graves, as lesões de pele são mais hemorrágicas podendo até ocorrer áreas de necrose nos dedos, nas orelhas, no palato mole e nos genitais. Podem ser acompanhados de sangramento de gengivas, do nariz, vômitos e tosse seca intensa. Os casos que necessitam de internação hospitalar são aqueles em que há um comprometimento sistêmico com pressão baixa, sangramento digestivo, desidratação e insuficiência ventilatória.
O diagnóstico diferencial se faz com outras doenças infecciosas que também se apresentam com lesões de pele e febre alta como febre tifóide, sarampo, rubéola, meningite meningocócica, leptospirose e malária.
É importante ressaltar que muitas pessoas podem ter esta infecção sem ou quase nenhuma lesão de pele ficando o diagnóstico muito difícil.
A mortalidade pode chegar até 20% dos casos diagnosticados.
Diagnóstico
O diagnóstico de certeza se faz através de exames laboratorial do sangue do doente, através de sorologia e cultura.
Tratamento
A maioria das pessoas tem um curso benigno que necessita só de medicações sintomáticas como analgésicos, antitérmicos, hidratação oral e repouso. Estima-se que estas pessoas não chegam a procurar atendimento médico e a infecção tem uma resolução espontânea em algumas semanas. Os casos mais graves, quando diagnosticados, devem receber antibióticos específicos e medidas de suporte, muitas vezes necessitando até de tratamento intensivo.
Prevenção
- Evitar contato com animais domésticos e silvestres em regiões reconhecidamente de alta incidência da doença.
- Se for necessário entrar em contato com animais vistoriar o corpo de 3 em 3 horas já que o carrapato necessita ficar aderido por mais de 4 horas para transmitir a infecção.
- Se necessitar andar em locais de vegetação alta, usar calças compridas e botas.
- Não esmagar o carrapato, já que a bactéria pode entrar em algum ferimento do homem.
- Usar carrapaticida em animais domésticos com a freqüência recomendada.
Curiosidade
Esta doença é a mesma conhecida nos Estados Unidos como Rocky Mountain Fever, ou, Febre das Montanhas Rochosas
Definição
A febre maculosa é uma infecção aguda causada por uma bactéria, a Rickettsia rickettsii. O homem é infectado através da picada do carrapato que eventualmente carrega esta bactéria nas suas glândulas salivares.
Incidência
Esta é uma doença rara, porém o número de pessoas diagnosticadas vem aumentando desde 1996 quando se tornou obrigatória a sua notificação para os centros de vigilância epidemiológica. Estima-se que a maioria dos casos não é diagnosticada e que os dados disponíveis são provavelmente inferiores à verdadeira incidência.
É mais comum na zona rural, principalmente dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Infecção
A Rickettsia é uma bactéria que sobrevive basicamente dentro das células dos carrapatos. No Brasil, o carrapato mais comum e também o que mais comumente é vetor desta infecção é do tipo Amblyomma cajennense. Estes carrapatos são também conhecidos como "carrapato-estrela", "carrapato de cavalo" ou "rodoleiro". Eles infestam animais domésticos como as galinhas, cavalos, bois, cachorros e porcos e também animais selvagens como os gambás, as capivaras, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e cobras.
O carrapato infectado pica o hospedeiro e através de sua regurgitação inocula a bactéria na corrente sanguínea do animal ou, mais raramente, em feridas abertas. No homem, isso não é comum porque para que haja a infecção o carrapato tem que ficar aderido de 4 a 6 horas.
Todas as pessoas são susceptíveis à infecção as quais, depois de infectadas, adquirem imunidade, provavelmente para o resto da vida.
Esta infecção não passa de uma pessoa doente para outra por contato físico nem contato com saliva, urina ou fezes. Sempre é necessária a picada do carrapato. Porém, a ausência de um relato de que houve a picada por um carrapato não exclui o diagnóstico já que este relato depende da observação e da memória do indivíduo. Além disso, mais de um caso pode aparecer na mesma família ou em pessoas que moram na mesma região porque foram expostos aos mesmos animais portadores de carrapatos infectados.
Os casos são mais comuns nos meses de primavera e verão.
Sintomas
A pessoa infectada pode desenvolver sintomas de 2 a 14 dias após a picada, em média, uma semana. Estes sintomas podem praticamente não existir ou serem muito fracos, o que dificulta o diagnóstico.
Nas pessoas que desenvolvem o quadro mais característico, a febre pode ser moderada a alta, chegando até 39 a 40 graus. Esta febre pode durar de 2 a 3 semanas e geralmente a pessoa tem que restringir as suas atividades, necessitando repouso no leito. É comum ter dor de cabeça intensa, dor no corpo, calafrios e edema dos olhos e conjuntivas.
Nos primeiros dias de febre pode aparecer a mácula, de onde vem o nome da doença. São lesões de pele, róseas, nos punhos e tornozelos, que progridem para o tronco e face e após, mãos e pés. Em 2 a 3 dias, estas lesões adquirem um certo volume e podem ser sentidas ao toque quando ficam de uma coloração mais forte. Após 4 dias podem ficar arroxeadas. Nas áreas de maior atrito, podem se unir e formar uma placa que se parece com um hematoma. Pode haver descamação nas áreas mais intensas. O local onde houve a picada pode formar uma úlcera necrótica semelhante à lesão de picada de aranha.
A doença pode evoluir para cura espontânea em 3 semanas. Porém nas formas mais graves, as lesões de pele são mais hemorrágicas podendo até ocorrer áreas de necrose nos dedos, nas orelhas, no palato mole e nos genitais. Podem ser acompanhados de sangramento de gengivas, do nariz, vômitos e tosse seca intensa. Os casos que necessitam de internação hospitalar são aqueles em que há um comprometimento sistêmico com pressão baixa, sangramento digestivo, desidratação e insuficiência ventilatória.
O diagnóstico diferencial se faz com outras doenças infecciosas que também se apresentam com lesões de pele e febre alta como febre tifóide, sarampo, rubéola, meningite meningocócica, leptospirose e malária.
É importante ressaltar que muitas pessoas podem ter esta infecção sem ou quase nenhuma lesão de pele ficando o diagnóstico muito difícil.
A mortalidade pode chegar até 20% dos casos diagnosticados.
Diagnóstico
O diagnóstico de certeza se faz através de exames laboratorial do sangue do doente, através de sorologia e cultura.
Tratamento
A maioria das pessoas tem um curso benigno que necessita só de medicações sintomáticas como analgésicos, antitérmicos, hidratação oral e repouso. Estima-se que estas pessoas não chegam a procurar atendimento médico e a infecção tem uma resolução espontânea em algumas semanas. Os casos mais graves, quando diagnosticados, devem receber antibióticos específicos e medidas de suporte, muitas vezes necessitando até de tratamento intensivo.
Prevenção
- Evitar contato com animais domésticos e silvestres em regiões reconhecidamente de alta incidência da doença.
- Se for necessário entrar em contato com animais vistoriar o corpo de 3 em 3 horas já que o carrapato necessita ficar aderido por mais de 4 horas para transmitir a infecção.
- Se necessitar andar em locais de vegetação alta, usar calças compridas e botas.
- Não esmagar o carrapato, já que a bactéria pode entrar em algum ferimento do homem.
- Usar carrapaticida em animais domésticos com a freqüência recomendada.
Curiosidade
Esta doença é a mesma conhecida nos Estados Unidos como Rocky Mountain Fever, ou, Febre das Montanhas Rochosas
INFECÇÃO II
BRUCELOSE
Sinônimos: Febre de Malta, febre ondulante.
O que é?
E uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero
Brucella com várias espécies, cada qual com um hospedeiro preferencial o que confere à brucelose características próprias de disseminação, sendo predominante no Mediterrâneo a Brucella mellitensis que provoca a forma humana mais grave da doença. A repercussão nos animais difere segundo a espécie infectante e a do animal contaminado.
Como se adquire?
A transmissão da bactéria se faz por ingestão de produtos do animal infectado, pelo consumo do leite não pasteurizado ou do próprio queijo. A doença pode ser contraída também pelo contato com o animal (aborto, placenta, feto, sangue), através da pele, por feridas mesmo as imperceptíveis, as brucelas podem ser aspiradas diretamente do ar. A ingestão do alimento contaminado propicia a multiplicação das bactérias na mucosa intestinal de onde elas se disseminam. O período de incubação (tempo que vai da contaminação ao início dos sintomas) varia de duas semanas a dois meses. A doença não se transmite de pessoa a pessoa.
O que se sente?
Os sintomas são inespecíficos e de duração variável o que dificulta a identificação da infecção. Pode haver febre, suores noturnos, calafrios, dor de cabeça, artralgias (dores articulares), anorexia (perda do apetite), os casos mais graves podem acometer rins e coração, fígado. A doença pode durar meses e mesmo anos. Mesmo não sendo agudamente fatal prejudica cronicamente a saúde.
Como o médico faz o diagnóstico?
O quadro clínico é inespecífico o dado importante é a ingestão de alimento de origem animal potencialmente contaminado. A confirmação laboratorial se faz através de identificação dos germes após hemocultura (cultura de amostra de sangue) ou exame cultural de material biopsiado. A identificação laboratorial destas bactérias é demorada (até quatro semanas), dá muito falso negativo e necessita ser feito em laboratório com experiência.
Prevenção.
A advertência dos trabalhadores que cuidam de animais ou de seu abate sobre os riscos da doença, o controle da sanidade dos animais e a vigilância sanitária sobre o leite e seus derivados são decisivos na prevenção da brucelose.
Sinônimos: Febre de Malta, febre ondulante.
O que é?
E uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero
Brucella com várias espécies, cada qual com um hospedeiro preferencial o que confere à brucelose características próprias de disseminação, sendo predominante no Mediterrâneo a Brucella mellitensis que provoca a forma humana mais grave da doença. A repercussão nos animais difere segundo a espécie infectante e a do animal contaminado.
Como se adquire?
A transmissão da bactéria se faz por ingestão de produtos do animal infectado, pelo consumo do leite não pasteurizado ou do próprio queijo. A doença pode ser contraída também pelo contato com o animal (aborto, placenta, feto, sangue), através da pele, por feridas mesmo as imperceptíveis, as brucelas podem ser aspiradas diretamente do ar. A ingestão do alimento contaminado propicia a multiplicação das bactérias na mucosa intestinal de onde elas se disseminam. O período de incubação (tempo que vai da contaminação ao início dos sintomas) varia de duas semanas a dois meses. A doença não se transmite de pessoa a pessoa.
O que se sente?
Os sintomas são inespecíficos e de duração variável o que dificulta a identificação da infecção. Pode haver febre, suores noturnos, calafrios, dor de cabeça, artralgias (dores articulares), anorexia (perda do apetite), os casos mais graves podem acometer rins e coração, fígado. A doença pode durar meses e mesmo anos. Mesmo não sendo agudamente fatal prejudica cronicamente a saúde.
Como o médico faz o diagnóstico?
O quadro clínico é inespecífico o dado importante é a ingestão de alimento de origem animal potencialmente contaminado. A confirmação laboratorial se faz através de identificação dos germes após hemocultura (cultura de amostra de sangue) ou exame cultural de material biopsiado. A identificação laboratorial destas bactérias é demorada (até quatro semanas), dá muito falso negativo e necessita ser feito em laboratório com experiência.
Prevenção.
A advertência dos trabalhadores que cuidam de animais ou de seu abate sobre os riscos da doença, o controle da sanidade dos animais e a vigilância sanitária sobre o leite e seus derivados são decisivos na prevenção da brucelose.
INFECÇOES
1) Intoxicação Alimentar por Salmonela
O que é
Salmonelose é uma doença infecciosa provocada por um grupo de bactérias do gênero Salmonella, que pertencem à família Enterobacteriaceae, existindo muitos tipos diferentes desses germes. A Salmonella é conhecida há mais de 100 anos e o termo é uma referência ao cientista americano chamado Salmon, que descreveu a doença associada à bactéria pela primeira vez.
Como se adquire
A Salmonella é transmitida ao homem através da ingestão de alimentos contaminados com fezes animais. Os alimentos contaminados apresentam aparência e cheiro normais e a maioria deles é de origem animal, como carne de gado, galinha, ovos e leite. Entretanto, todos os alimentos, inclusive vegetais, podem tornar-se contaminados. É muito freqüente a contaminação de alimentos crus de origem animal.
O cozimento de qualquer destes alimentos contaminados mata a Salmonella.
A manipulação de alimentos por pessoas contaminadas que não lavam as mãos com sabonete, pode causar sua contaminação.
Fezes de animais de estimação, especialmente os que apresentam diarréia, podem conter Salmonella, e as pessoas em contato com estes animais podem ser contaminadas e contaminar a outras se não adotarem medidas rígidas de higiene (lavar as mãos com sabonete). Répteis são hospedeiros em potencial para a Salmonella e as pessoas devem lavar as suas mãos imediatamente após manusear estes animais, mesmo que o réptil seja saudável.
O que se sente
A maior parte das pessoas infectadas com Salmonella apresenta diarréia, dor abdominal (dor de barriga) e febre. Estas manifestações iniciam de 12 a 72 horas após a infecção. A doença dura de 4 a 7 dias e a maioria das pessoas se recupera sem tratamento. Em algumas pessoas infectadas, a diarréia pode ser severa a ponto de ser necessária a hospitalização devido à desidratação. Os idosos, crianças e aqueles com as defesas diminuídas (diminuição da resposta imune) são os grupos mais prováveis de ter a forma mais severa da doença. Uma das complicações mais graves é a difusão da infecção para o sangue e daí para outros tecidos, o que pode causar a morte caso a pessoa não seja rapidamente tratada.
Como se faz o diagnóstico
Muitas doenças podem causar as mesmas manifestações que a salmonelose, sendo o diagnóstico, na maior parte das vezes, associado à história alimentar recente. A comprovação de que as manifestações clinicas são causadas pela Salmonella só pode ser feita pela identificação do germe nas fezes da pessoa infectada e é útil somente nos casos mais graves, em que a administração de antibiótico se faz necessária. Este teste usualmente não é realizado em um exame comum de fezes, sendo necessário uma instrução específica ao laboratório para a procura do germe nas fezes. Uma vez identificado pode ser realizada a cultura das fezes para a determinação do tipo específico e qual antibiótico deve ser utilizado para o tratamento.
Como se trata
A infecção por Salmonella usualmente dura de 5 a 7 dias e freqüentemente não é necessário tratamento, sendo suficiente as medidas de suporte e conforto ao paciente. Após este período, a pessoa fica recuperada, podendo permanecer ainda por algum tempo um hábito intestinal irregular. Caso o paciente se torne severamente desidratado ou a infecção se difunda do intestino para outras regiões do organismo, medidas terapêuticas devem ser tomadas, incluindo a hospitalização. Pessoas com diarréia severa devem ser reidratadas através da administração endovenosa de soro. Os casos graves, em que a infecção se difunde, devem ser tratados com antibióticos.
Como se previne
- Sendo os alimentos de origem animal uma das principais fontes de contaminação por Salmonella, ovos, carne e galinha não devem ser ingeridos crus, mal-passados ou não completamente cozidos.
- Atenção especial deve ser dada aos ovos crus que aparecem sem serem percebidos em um grande número de pratos, como maionese caseira, molho holandês, tiramisu, sorvete caseiro. Estes pratos devem ser evitados.
- Carnes em geral, incluindo hambúrgueres e frango, devem ser bem cozidas (não devem estar avermelhadas no centro). Leite não pasteurizado deve ser evitado.
- Todos os produtos devem ser bem lavados antes de sua preparação e consumo.
- Contaminação entre alimentos deve ser evitada: carnes cruas devem ficar separadas de alimentos que estão sendo preparados, de alimentos já cozidos e de alimentos prontos para serem servidos.
- Todos os utensílios de cozinha (tábuas, facas, etc.) devem sempre ser lavados após sua utilização em alimentos crus.
- As mãos devem ser lavadas antes do manuseio de qualquer alimento e entre o manuseio de diferentes itens alimentares.
- Já que os répteis são portadores em potencial da Salmonella, qualquer pessoa deve lavar as mãos imediatamente após o contato com estes animais.
- Répteis, incluindo as tartarugas, não são apropriados como animais de estimação de crianças e não deveriam habitar o mesmo ambiente.
O que é
Salmonelose é uma doença infecciosa provocada por um grupo de bactérias do gênero Salmonella, que pertencem à família Enterobacteriaceae, existindo muitos tipos diferentes desses germes. A Salmonella é conhecida há mais de 100 anos e o termo é uma referência ao cientista americano chamado Salmon, que descreveu a doença associada à bactéria pela primeira vez.
Como se adquire
A Salmonella é transmitida ao homem através da ingestão de alimentos contaminados com fezes animais. Os alimentos contaminados apresentam aparência e cheiro normais e a maioria deles é de origem animal, como carne de gado, galinha, ovos e leite. Entretanto, todos os alimentos, inclusive vegetais, podem tornar-se contaminados. É muito freqüente a contaminação de alimentos crus de origem animal.
O cozimento de qualquer destes alimentos contaminados mata a Salmonella.
A manipulação de alimentos por pessoas contaminadas que não lavam as mãos com sabonete, pode causar sua contaminação.
Fezes de animais de estimação, especialmente os que apresentam diarréia, podem conter Salmonella, e as pessoas em contato com estes animais podem ser contaminadas e contaminar a outras se não adotarem medidas rígidas de higiene (lavar as mãos com sabonete). Répteis são hospedeiros em potencial para a Salmonella e as pessoas devem lavar as suas mãos imediatamente após manusear estes animais, mesmo que o réptil seja saudável.
O que se sente
A maior parte das pessoas infectadas com Salmonella apresenta diarréia, dor abdominal (dor de barriga) e febre. Estas manifestações iniciam de 12 a 72 horas após a infecção. A doença dura de 4 a 7 dias e a maioria das pessoas se recupera sem tratamento. Em algumas pessoas infectadas, a diarréia pode ser severa a ponto de ser necessária a hospitalização devido à desidratação. Os idosos, crianças e aqueles com as defesas diminuídas (diminuição da resposta imune) são os grupos mais prováveis de ter a forma mais severa da doença. Uma das complicações mais graves é a difusão da infecção para o sangue e daí para outros tecidos, o que pode causar a morte caso a pessoa não seja rapidamente tratada.
Como se faz o diagnóstico
Muitas doenças podem causar as mesmas manifestações que a salmonelose, sendo o diagnóstico, na maior parte das vezes, associado à história alimentar recente. A comprovação de que as manifestações clinicas são causadas pela Salmonella só pode ser feita pela identificação do germe nas fezes da pessoa infectada e é útil somente nos casos mais graves, em que a administração de antibiótico se faz necessária. Este teste usualmente não é realizado em um exame comum de fezes, sendo necessário uma instrução específica ao laboratório para a procura do germe nas fezes. Uma vez identificado pode ser realizada a cultura das fezes para a determinação do tipo específico e qual antibiótico deve ser utilizado para o tratamento.
Como se trata
A infecção por Salmonella usualmente dura de 5 a 7 dias e freqüentemente não é necessário tratamento, sendo suficiente as medidas de suporte e conforto ao paciente. Após este período, a pessoa fica recuperada, podendo permanecer ainda por algum tempo um hábito intestinal irregular. Caso o paciente se torne severamente desidratado ou a infecção se difunda do intestino para outras regiões do organismo, medidas terapêuticas devem ser tomadas, incluindo a hospitalização. Pessoas com diarréia severa devem ser reidratadas através da administração endovenosa de soro. Os casos graves, em que a infecção se difunde, devem ser tratados com antibióticos.
Como se previne
- Sendo os alimentos de origem animal uma das principais fontes de contaminação por Salmonella, ovos, carne e galinha não devem ser ingeridos crus, mal-passados ou não completamente cozidos.
- Atenção especial deve ser dada aos ovos crus que aparecem sem serem percebidos em um grande número de pratos, como maionese caseira, molho holandês, tiramisu, sorvete caseiro. Estes pratos devem ser evitados.
- Carnes em geral, incluindo hambúrgueres e frango, devem ser bem cozidas (não devem estar avermelhadas no centro). Leite não pasteurizado deve ser evitado.
- Todos os produtos devem ser bem lavados antes de sua preparação e consumo.
- Contaminação entre alimentos deve ser evitada: carnes cruas devem ficar separadas de alimentos que estão sendo preparados, de alimentos já cozidos e de alimentos prontos para serem servidos.
- Todos os utensílios de cozinha (tábuas, facas, etc.) devem sempre ser lavados após sua utilização em alimentos crus.
- As mãos devem ser lavadas antes do manuseio de qualquer alimento e entre o manuseio de diferentes itens alimentares.
- Já que os répteis são portadores em potencial da Salmonella, qualquer pessoa deve lavar as mãos imediatamente após o contato com estes animais.
- Répteis, incluindo as tartarugas, não são apropriados como animais de estimação de crianças e não deveriam habitar o mesmo ambiente.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
NOVO REMEDIO PARA ARTRITE
BRASIL FIRMA PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA PARA PRODUZIR ADALIMUMABE
Deu na Mídia
No mes de abril proximo passado, o Ministério da Saúde anunciou que o País passará a produzir quatro importantes medicamentos por intermédio de parcerias público-privadas, as chamadas PPPs. Entre eles estão os antirretrovirais atazanavir e raltegravir, contra a aids, o pramipexol, utilizado no controle do mal de Alzheimer, e o adalimumabe, empregado no tratamento da artrite reumatoide, doença inflamatória crônica que ataca as articulações. Este último será fabricado por meio da união de esforços entre o Instituto Vital Brasil e a PharmaPraxis, a partir de um projeto de pesquisa.
Segundo a reumatologista Licia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), recorre-se ao adalimumabe – ou a outras medicações da mesma classe – quando falham os fármacos de primeira linha usados para impedir o avanço da artrite reumatoide.
Ou seja, quem o utiliza são justamente os pacientes que não tiveram boa resposta ou que apresentaram intolerância ao metotrexato e/ou a outras drogas modificadoras do curso da doença, como leflunomida, sulfassalazina e hidroxicloroquina. “É um agente de comprovado benefício para o controle de sintomas e que evita a progressão radiológica, ou seja, a ocorrência de erosões nas articulações”, explica a médica.
Contudo, por se tratar de um produto importado, o medicamento é pouco acessível para compra, sendo dispensado gratuitamente pelo governo com restrições. Assim, a notícia parece promissora para os reumatologistas, “que, em sua rotina diária, sempre se veem às voltas com as dificuldades de acesso a medicações de alto custo”, sublinha Licia.
Ademais, a coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da SBR ressalta que a produção local desse medicamento por meio de uma parceria público-privada pode ser de grande interesse para ambas as partes. “Isso pode significar não apenas a ampliação do acesso a tais drogas, mas também desenvolvimento tecnológico e uma economia de milhões de reais”, aposta. Mais precisamente de R$ 700 milhões, conforme calcula o Ministério da Saúde.
Deu na Mídia
No mes de abril proximo passado, o Ministério da Saúde anunciou que o País passará a produzir quatro importantes medicamentos por intermédio de parcerias público-privadas, as chamadas PPPs. Entre eles estão os antirretrovirais atazanavir e raltegravir, contra a aids, o pramipexol, utilizado no controle do mal de Alzheimer, e o adalimumabe, empregado no tratamento da artrite reumatoide, doença inflamatória crônica que ataca as articulações. Este último será fabricado por meio da união de esforços entre o Instituto Vital Brasil e a PharmaPraxis, a partir de um projeto de pesquisa.
Segundo a reumatologista Licia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), recorre-se ao adalimumabe – ou a outras medicações da mesma classe – quando falham os fármacos de primeira linha usados para impedir o avanço da artrite reumatoide.
Ou seja, quem o utiliza são justamente os pacientes que não tiveram boa resposta ou que apresentaram intolerância ao metotrexato e/ou a outras drogas modificadoras do curso da doença, como leflunomida, sulfassalazina e hidroxicloroquina. “É um agente de comprovado benefício para o controle de sintomas e que evita a progressão radiológica, ou seja, a ocorrência de erosões nas articulações”, explica a médica.
Contudo, por se tratar de um produto importado, o medicamento é pouco acessível para compra, sendo dispensado gratuitamente pelo governo com restrições. Assim, a notícia parece promissora para os reumatologistas, “que, em sua rotina diária, sempre se veem às voltas com as dificuldades de acesso a medicações de alto custo”, sublinha Licia.
Ademais, a coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da SBR ressalta que a produção local desse medicamento por meio de uma parceria público-privada pode ser de grande interesse para ambas as partes. “Isso pode significar não apenas a ampliação do acesso a tais drogas, mas também desenvolvimento tecnológico e uma economia de milhões de reais”, aposta. Mais precisamente de R$ 700 milhões, conforme calcula o Ministério da Saúde.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Novas Postagens em breve
Gostaria de avisar a todos, que estou impossibilitada de fazer pesquisa e postar neste blog, mas, em breve estarei de volta com novos assuntos. Obrigada.
Êidina Queiroz
Êidina Queiroz
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