Como Dormir
Ao escolher um colchão, observe se ele é bem firme, pois se ele for muito macio a pressão sobre suas costas será maior. Lembre-se de que os colchões não duram para sempre e que talvez esteja na hora de comprar outro, caso o seu tenha mais de 5 anos. Algumas pessoas se dão muito bem com colchões d’água.
Procure dormir na posição mais confortável possível. Se o seu pescoço ou as suas costas estiverem doloridos, experimente usar um travesseiro anatômico. Você pode tentar usar um desses métodos para aliviar a dor embora seus resultados variem de pessoa para pessoa.
Às pessoas que sofrem de artrite nas costas, recomenda-se dormir parte da noite de bruços. Esta posição ajuda a melhorar a postura e principalmente evita a formação de corcunda.
À medida que seus músculos forem se fortalecendo com o programa regular de exercícios, geralmente depois de algumas semanas ou meses, naturalmente sua postura melhorará. Além disso, esses simples cuidados protegerão suas costas de esforços desnecessários e os resultados serão surpreendentes.
Como Ficar em Pé
Ao ficar em pé ou andar, lembre-se de que mesmo uma pequena curvatura das costas aumenta a pressão sobre a coluna lombar. ao contrário, se você ficar em pé com as costas bem eretas, a pressão será bem menor. Não é necessário ter uma postura perfeita, mas apenas ter alguns cuidados com a coluna.
Se as suas atividades diárias exigem que passe grandes períodos de tempo em pé, prefira sapatos confortáveis que lhe dêem bom apoio. Tente evitar saltos altos. Um sapato esportivo, bem leve, é uma boa opção.
Evite ficar na mesma posição por muito tempo. Você pode experimentar pôr uma esteira de borracha no lugar em que tiver de ficar durante bastante tempo. A esteira lhe dará algum apoio para os pés e as costas.
Quando você fica em pé, ocasionalmente pode descansar ou “apoiar” um pé numa caixa ou cadeira para maior conforto. Contraia os músculos abdominais. Evite a posição “curvada”, o que aumenta a pressão nas costas.
Como Sentar-se
Você sabia que ao longo do dia as vértebras na parte inferior da coluna têm de suportar uma pressão equivalente a 3 ou 4 vezes o peso do seu corpo? Quando você se senta sem apoiar as costas, por exemplo, a pressão sobre a parte inferior das costas é 40% maior do que quando está de pé! A pressão é ainda maior se você se sentar com as costas curvadas. Pense no número de vezes – ou de horas – que você faz isso a cada dia!
Existem inúmeras maneiras simples de se evitar a sobrecarga das costas. Por exemplo: colocar uma almofada na cadeira; encostar bem a parte inferior das costas contra o encosto da cadeira; ou então usar um suporte para a coluna lombar. O uso de cadeiras com braços também é muito aconselhável, e alguns automóveis até já possuem um apoio para a coluna no banco do motorista, com o propósito de diminuir a pressão exercida sobre ela durante viagens muito longas.
A cadeira ideal deve proporcionar apoio firme para a parte inferior das costas e permitir que se sente com as costas bem eretas. Os pés devem alcançar o chão sem dificuldade – e isso é de primordial importância, seja na sua cadeira de trabalho, seja em casa. Sentar-se de maneira imprópria pode ser a principal causa de sobrecarga em sua coluna.
Se o seu trabalho exigir que você passe longos períodos de tempo sentado, levante-se por alguns minutos a cada hora ou 2 horas, a fim de esticar as costas ou andar um pouco.
Preste atenção na altura da sua mesa de trabalho. Se ela for muito alta, ou então baixa demais, a pressão sobre sua espinha – da parte inferior das costas ao pescoço – será ainda maior. Talvez seja necessário fazer um ajuste para torná-la mais confortável.
Sentar-se adequadamente pode diminuir bastante a sua dor nas costas. Tente sentar-se numa cadeira firme, com as nádegas bem encostadas às costas da cadeira, os pés confortavelmente apoiados no chão e as costas eretas. Os braços da cadeira servem para descansar os braços, e isso resulta em menos pressão e dor nas costas.
Cadeiras com descanso para os braços também resultam em menor pressão e dor nas costas, mas é bom saber que os braços de sua cadeira de trabalho devem ficar abaixo do nível da mesa, de forma que você não precise se inclinar para a frente para trabalhar. Quando precisar permanecer sentado por longos períodos de tempo, use uma almofada à altura da parte inferior das costas.
domingo, 11 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
... E POR FALAR EM CANSAÇO...
Dicas Para uma Boa Noite de Sono
Todos nós já estivemos lá ... movendo e virando-se durante metade da noite e desligando o alarme justamente quando acabamos de dormir. Insônia é uma das maiores reclamações vistas pelos médicos. As dificuldades para dormir afetam mais as mulheres do que os homens e a tendência para ter distúrbios no sono aumenta com a idade.
Muitos medicamentos usados pelo paciente de Lupus pode causar dificuldades para dormir (por exemplo, a prednisona). Maus hábitos também são uma forte causa para a interrupção do sono. Fumar, beber, uso de drogas e cafeína, calor e cochiladas diurnas são todos erros grosseiros.
Ao contrário do que se acredita, nem todo mundo precisa de 8 horas de sono para descansar bem. Alguns podem conseguir e estar totalmente descansados em apenas 6 horas. A quantidade que você precisa depende do seu corpo; então escute seus sinais e dê atenção a eles. Lembre-se que obter um sono de boa qualidade é uma parte importante do controle do Lupus. Veja várias dicas abaixo para se ter um sono de qualidade.
- vá para a cama apenas quando você estiver cansado. Tenha a certeza de estar em sua posição mais confortável para seu corpo relaxar e ficar pronto para dormir.
- transforme o horário de dormir em um ritual relaxante. Isto ajuda seu corpo e mente a saberem que é hora de ir para cama.
- se você se deitar por mais de 20 minutos, levante-se e faça alguma coisa até que você se sinta com sono, evitando que a ansiedade de não conseguir dormir torne mais difícil a tarefa.
- tente ir para cama e acordar sempre na mesma hora do dia (inclusive fins-de-semana), assim você ajuda o seu corpo a regular e fixar seu relógio biológico.
- pare de adiar seu despertar. Saia da cama quando o alarme tocar de manhã, ou limite-se a apenas mais 20 minutos.
- cheque seus medicamentos. Muitos deles podem interromper seu sono.
- evite trabalhar, comer, fazer contas, assistir televisão, ver filmes ou ler livros de terror na cama – eles irão apenas te causar medo ou ansiedade.
- não cochile se possível (sei que é difícil para os pacientes de Lupus seguir esta regra), para que seu corpo se acostume a ir para a cama à noite. Ou limite-se à 20 minutos.
- elimine ao máximo tudo que causa a interrupção do sono: esposos que roncam, camas pequenas, diferenças de temperatura, animais, crianças, bichos de pelúcia na cama.
- tire o relógio perto de você para que você não veja as horas.
- mantenha a temperatura do quarto um pouco mais fria – quanto mais frio o quarto melhor você dorme. - muita luz interfere no sono. Mantenha as luzes mais fracas no seu quarto e use persianas e cortinas para manter as luzes externas fora do quarto.
- mantenha o barulho longe do quarto que só mantém seus sentidos alertos.
- leia um livro ou revista bastante chata.
- faça uma massagem ou exercícios de meditação – eles ajudam não só a relaxar como também elimina os pensamentos e tarefas estressantes de sua cabeça até a manhã seguinte.
- tome um banho relaxante (não muito quente pois estimula seus sentidos). Use velas em vez de luz forte e coloque uma música de fundo relaxante se quiser.
- experimente uma xícara de chá de ervas (limão, menta e camomila) ou leite quente.
- não beba produtos cafeínados ou álcool depois de 18:00 hs. Isso também inclui chocolate.
- tenha certeza de que sua cama é confortável e não abuse de travesseiros.
- tenha certeza de que embora o quarto esteja frio, você esteja aquecido.
- lembre-se de se exercitar regularmente, mas pela manhã ou pelo menos 5 horas antes de dormir.
- coma bem! Evite porcarias, pois te estimula e provoca dificuldades digestivas.
- se ainda assim você estiver tendo problemas para dormir, vá ao médico.
contribuição de Heather Galusha-Phillips - "Lupus Foundation of Greater Washington".
Todos nós já estivemos lá ... movendo e virando-se durante metade da noite e desligando o alarme justamente quando acabamos de dormir. Insônia é uma das maiores reclamações vistas pelos médicos. As dificuldades para dormir afetam mais as mulheres do que os homens e a tendência para ter distúrbios no sono aumenta com a idade.
Muitos medicamentos usados pelo paciente de Lupus pode causar dificuldades para dormir (por exemplo, a prednisona). Maus hábitos também são uma forte causa para a interrupção do sono. Fumar, beber, uso de drogas e cafeína, calor e cochiladas diurnas são todos erros grosseiros.
Ao contrário do que se acredita, nem todo mundo precisa de 8 horas de sono para descansar bem. Alguns podem conseguir e estar totalmente descansados em apenas 6 horas. A quantidade que você precisa depende do seu corpo; então escute seus sinais e dê atenção a eles. Lembre-se que obter um sono de boa qualidade é uma parte importante do controle do Lupus. Veja várias dicas abaixo para se ter um sono de qualidade.
- vá para a cama apenas quando você estiver cansado. Tenha a certeza de estar em sua posição mais confortável para seu corpo relaxar e ficar pronto para dormir.
- transforme o horário de dormir em um ritual relaxante. Isto ajuda seu corpo e mente a saberem que é hora de ir para cama.
- se você se deitar por mais de 20 minutos, levante-se e faça alguma coisa até que você se sinta com sono, evitando que a ansiedade de não conseguir dormir torne mais difícil a tarefa.
- tente ir para cama e acordar sempre na mesma hora do dia (inclusive fins-de-semana), assim você ajuda o seu corpo a regular e fixar seu relógio biológico.
- pare de adiar seu despertar. Saia da cama quando o alarme tocar de manhã, ou limite-se a apenas mais 20 minutos.
- cheque seus medicamentos. Muitos deles podem interromper seu sono.
- evite trabalhar, comer, fazer contas, assistir televisão, ver filmes ou ler livros de terror na cama – eles irão apenas te causar medo ou ansiedade.
- não cochile se possível (sei que é difícil para os pacientes de Lupus seguir esta regra), para que seu corpo se acostume a ir para a cama à noite. Ou limite-se à 20 minutos.
- elimine ao máximo tudo que causa a interrupção do sono: esposos que roncam, camas pequenas, diferenças de temperatura, animais, crianças, bichos de pelúcia na cama.
- tire o relógio perto de você para que você não veja as horas.
- mantenha a temperatura do quarto um pouco mais fria – quanto mais frio o quarto melhor você dorme. - muita luz interfere no sono. Mantenha as luzes mais fracas no seu quarto e use persianas e cortinas para manter as luzes externas fora do quarto.
- mantenha o barulho longe do quarto que só mantém seus sentidos alertos.
- leia um livro ou revista bastante chata.
- faça uma massagem ou exercícios de meditação – eles ajudam não só a relaxar como também elimina os pensamentos e tarefas estressantes de sua cabeça até a manhã seguinte.
- tome um banho relaxante (não muito quente pois estimula seus sentidos). Use velas em vez de luz forte e coloque uma música de fundo relaxante se quiser.
- experimente uma xícara de chá de ervas (limão, menta e camomila) ou leite quente.
- não beba produtos cafeínados ou álcool depois de 18:00 hs. Isso também inclui chocolate.
- tenha certeza de que sua cama é confortável e não abuse de travesseiros.
- tenha certeza de que embora o quarto esteja frio, você esteja aquecido.
- lembre-se de se exercitar regularmente, mas pela manhã ou pelo menos 5 horas antes de dormir.
- coma bem! Evite porcarias, pois te estimula e provoca dificuldades digestivas.
- se ainda assim você estiver tendo problemas para dormir, vá ao médico.
contribuição de Heather Galusha-Phillips - "Lupus Foundation of Greater Washington".
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
LÚPUS E FIBROMIALGIA III
FIBROMIALGIA – 3º Parte
O único achado relevante ao exame físico é a presença dos pontos dolorosos ou "tender points". Os exames laboratoriais habitualmente são normais, na fibromialgia primária. Assim sendo, o seu diagnóstico é clínico e feito por um especialista que conheça a doença. A presença de outras doenças não exclui o diagnóstico de fibromialgia, podendo estar associada ao Lupus Eritematoso Sistêmico (vários pacientes que começam apresentar fadiga, podem estar apresentando fibromialgia associada), osteoartrose, artrite reumatóide, hérnia de disco, osteoporose e outras doenças. Sua etiopatogenia ainda não está completamente elucidada.
Diversos estudos mostram que os sintomas da fibromialgia devem ser decorrentes das alterações nos mecanismos de modulação da dor, onde encontramos uma diminuição dos níveis de serotonina (substância analgésica) e um aumento dos níveis de substância P (substância algógena), no sistema nervoso central, em indivíduos geneticamente predispostos, sendo assim os pacientes portadores de fibromialgia são extremamente "queixosos e doloridos". Há estudos mostrando uma diminuição da perfusão sanguínea no tálamo e núcleo caudado, importantes regiões do cérebro envolvidas com a percepção dolorosa.
Também encontramos os distúrbios do sono bem como uma piora de suas queixas com o estresse emocional. Pelo estado de dor crônica os pacientes tornam-se inativos e conseqüentemente descondicionados, sendo assim, o seu tratamento jamais pode ser realizado apenas com medicamentos.O tratamento da fibromialgia tem por objetivo aumentar a analgesia central e periférica, melhorar os distúrbios do sono, minimizar os distúrbios de humor e assim melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados. O tratamento divide-se em farmacológico (com medicamentos) e não farmacológico.
O tratamento farmacológico, quando utilizado isoladamente, não apresenta bons resultados. Os antiinflamatórios quando utilizados isoladamente apresentam baixa eficácia. Diversas medicações que atuam no Sistema Nervoso Central, especialmente os antidepressivos tricíclicos apresentam resultados satisfatórios. O tratamento não farmacológico é obrigatório e deve-se iniciar através da educação do paciente, onde devemos frizar que a fibromialgia trata-se de uma doença real e não imaginária e que não deforma e nem aleija.
Os pacientes devem ser orientados a realizar exercícios de alongamento ou hidroterapia bem como atividades que melhorem da performance cárdio-respiratória. Temos que melhorar o condicionamento físico destes pacientes, porém de caráter lento e progressivo. Também podemos sugerir a psicoterapia, em casos de ansiedade ou depressão extremas. A acupuntura, vem sendo bastante utilizada no tratamento de síndromes dolorosas, levando a diminuição da ansiedade e da dor mostra bons resultados no tratamento da fibromialgia quando realizada por um médico que conheça com detalhas esta doença. Outras modalidades incluem técnicas de relaxamento, eletro-estimulação transcutânea e terapia cognitiva-comportamental, isoladamente ou em grupo.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico:
Há outra doença associada?
Qual a finalidade do tratamento?
O tratamento é esta receita somente ou devo repetí-la?
Há interferência com outros remédios que estou usando?
Quais os efeitos colaterias?
Problemas com obesidade?
Qual a importância de exercícios?
Que cuidados devo ter com meus hábitos diários, profissionais e de lazer?
O único achado relevante ao exame físico é a presença dos pontos dolorosos ou "tender points". Os exames laboratoriais habitualmente são normais, na fibromialgia primária. Assim sendo, o seu diagnóstico é clínico e feito por um especialista que conheça a doença. A presença de outras doenças não exclui o diagnóstico de fibromialgia, podendo estar associada ao Lupus Eritematoso Sistêmico (vários pacientes que começam apresentar fadiga, podem estar apresentando fibromialgia associada), osteoartrose, artrite reumatóide, hérnia de disco, osteoporose e outras doenças. Sua etiopatogenia ainda não está completamente elucidada.
Diversos estudos mostram que os sintomas da fibromialgia devem ser decorrentes das alterações nos mecanismos de modulação da dor, onde encontramos uma diminuição dos níveis de serotonina (substância analgésica) e um aumento dos níveis de substância P (substância algógena), no sistema nervoso central, em indivíduos geneticamente predispostos, sendo assim os pacientes portadores de fibromialgia são extremamente "queixosos e doloridos". Há estudos mostrando uma diminuição da perfusão sanguínea no tálamo e núcleo caudado, importantes regiões do cérebro envolvidas com a percepção dolorosa.
Também encontramos os distúrbios do sono bem como uma piora de suas queixas com o estresse emocional. Pelo estado de dor crônica os pacientes tornam-se inativos e conseqüentemente descondicionados, sendo assim, o seu tratamento jamais pode ser realizado apenas com medicamentos.O tratamento da fibromialgia tem por objetivo aumentar a analgesia central e periférica, melhorar os distúrbios do sono, minimizar os distúrbios de humor e assim melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados. O tratamento divide-se em farmacológico (com medicamentos) e não farmacológico.
O tratamento farmacológico, quando utilizado isoladamente, não apresenta bons resultados. Os antiinflamatórios quando utilizados isoladamente apresentam baixa eficácia. Diversas medicações que atuam no Sistema Nervoso Central, especialmente os antidepressivos tricíclicos apresentam resultados satisfatórios. O tratamento não farmacológico é obrigatório e deve-se iniciar através da educação do paciente, onde devemos frizar que a fibromialgia trata-se de uma doença real e não imaginária e que não deforma e nem aleija.
Os pacientes devem ser orientados a realizar exercícios de alongamento ou hidroterapia bem como atividades que melhorem da performance cárdio-respiratória. Temos que melhorar o condicionamento físico destes pacientes, porém de caráter lento e progressivo. Também podemos sugerir a psicoterapia, em casos de ansiedade ou depressão extremas. A acupuntura, vem sendo bastante utilizada no tratamento de síndromes dolorosas, levando a diminuição da ansiedade e da dor mostra bons resultados no tratamento da fibromialgia quando realizada por um médico que conheça com detalhas esta doença. Outras modalidades incluem técnicas de relaxamento, eletro-estimulação transcutânea e terapia cognitiva-comportamental, isoladamente ou em grupo.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico:
Há outra doença associada?
Qual a finalidade do tratamento?
O tratamento é esta receita somente ou devo repetí-la?
Há interferência com outros remédios que estou usando?
Quais os efeitos colaterias?
Problemas com obesidade?
Qual a importância de exercícios?
Que cuidados devo ter com meus hábitos diários, profissionais e de lazer?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
LÚPUS E FIBROMIALGIA II
FIBROMIALGIA - Segunda Parte
Diagnóstico e Tratamento
Somente o reumatologista poderá firmar o diagnóstico preciso da Fibromialgia. As dores generalizadas devem ter mais de três meses de duração, deve existir dor à palpação em 11 dos 18 tender points: inserção dos músculos occipitais, trapézio, acima da borda medial da espinha da escápula, quadrantes externos superiores das nádegas, proeminências dos trocânteres maiores (fêmur); cervical baixa, segunda junção costocondral, a 2cm distal ao epicôndilo (cotovelo), coxim adiposo medial e proximal à linha articular do joelho.
Geralmente acomete pessoas com personalidade perfeccionista podendo causar dor de cabeça, insônia e diminuição do humor. Estes sintomas podem confundir com polimialgia reumática (VHS aumenta), dermatomiosite, hipotireoidismo e espondilite anquilosante.
Essas informações não são completas, visam somente instruir o paciente em alguns pontos mais importantes, devendo o paciente consultar seu reumatologista periodicamente e ler a bula dos medicamentos que toma.
Qual a melhor forma de tratamento?
No tratamento, devem ser usados analgésicos; não parece haver vantagem no uso de anti-inflamatórios ou cortisona em caráter permanente.
São drogas obrigatórias os antidepressivos tricíclicos (principalmente amitriptilina e ciclobenzaprina)que agem sobre a serotonina no cérebro e têm efeito analgésico no sistema nervoso central.
Condicionamento muscular orientado por conhecedores da doença e seu entendimento pelos pacientes são indispensáveis. Pacientes com manifestações psiquiátricas mais intensas devem ter atendimento especializado.
Dado o impacto da fibromialgia na qualidade de vida dos pacientes, o pesquisador Luiz Paulo Marques de Souza conduziu um estudo sobre os efeitos de técnicas de relaxamento em pacientes com fibromialgia, realizado no Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP.
A pesquisa com o título “A utilização de técnicas de relaxamento no acompanhamento de pacientes com fibromialgia”, foi vencedora da categoria dor crônica, no Prêmio de Incentivo à Pesquisa em dor aguda e dor crônica Anador, e avaliou duas diferentes técnicas de relaxamento: o Método de Jacobson, também conhecido com Relaxamento Muscular Progressivo, e a técnica de visualização dirigida.
Alguns estudos laboratoriais demonstram que no paciente com fibromialgia, a serotonina – substância analgésica que proporciona dentre outras coisas o controle da dor - é reduzida. Portanto, é necessário que essa substância seja produzida ou captada pelo sistema nervoso central por meio de medicamentos, ou meios coadjuvantes, como acupuntura, exercícios físicos ou, como no caso da pesquisa, de técnicas de relaxamento.
No Método de Jacobson, no momento em que tensiona os músculos, o indivíduo sente um incômodo, que pode aumentar o fenômeno doloroso. A tensão, no entanto, funciona como um exercício físico e, após a descontração muscular, acredita-se que o cérebro passe a produzir substâncias como a serotonina, fazendo com que o indivíduo obtenha uma resposta de alívio. A técnica favorece também a regulação do tônus muscular, liberando-se a energia, até então ocupada por um dinamismo corporal alterado e caracterizado por bloqueios musculares.
Já a técnica da Visualização Dirigida, faz com o paciente pratique exercícios tranqüilizadores, de forma que a imaginação conduza a um estado de relaxamento. O indivíduo muda o foco de atenção, que é a dor, para outro que, no caso da pesquisa, era uma sensação imaginária que massageia o corpo. Por meio de imagens e sons agradáveis, o organismo cria meios para conseguir o alívio do corpo, ativando o chamado “Circuito de Reforço e Gratificação”, responsável pela intermediação dos efeitos prazerosos, como por exemplo, recordações ou músicas de nossa preferência. A ação terapêutica de se buscar sensações agradáveis pode proporcionar mudanças favoráveis no humor e percepção corporal, alterando a disponibilidade de neurotransmissores, em especial, no caso da dor, a serotonina e a dopamina.
A maioria das pessoas, 88,2% no grupo de relaxamento e 82,3% do grupo de visualização, referiu sentir bem-estar após o exercício. Para um tratamento bem sucedido, é necessário que terapeuta esteja familiarizado com as técnicas e tenha formação acadêmica na área de saúde. É importante lembrar que, em nenhum momento, estas técnicas substituem o tratamento medicamentoso, sendo necessários critérios na escolha da técnica. (Continua...)
Diagnóstico e Tratamento
Somente o reumatologista poderá firmar o diagnóstico preciso da Fibromialgia. As dores generalizadas devem ter mais de três meses de duração, deve existir dor à palpação em 11 dos 18 tender points: inserção dos músculos occipitais, trapézio, acima da borda medial da espinha da escápula, quadrantes externos superiores das nádegas, proeminências dos trocânteres maiores (fêmur); cervical baixa, segunda junção costocondral, a 2cm distal ao epicôndilo (cotovelo), coxim adiposo medial e proximal à linha articular do joelho.
Geralmente acomete pessoas com personalidade perfeccionista podendo causar dor de cabeça, insônia e diminuição do humor. Estes sintomas podem confundir com polimialgia reumática (VHS aumenta), dermatomiosite, hipotireoidismo e espondilite anquilosante.
Essas informações não são completas, visam somente instruir o paciente em alguns pontos mais importantes, devendo o paciente consultar seu reumatologista periodicamente e ler a bula dos medicamentos que toma.
Qual a melhor forma de tratamento?
No tratamento, devem ser usados analgésicos; não parece haver vantagem no uso de anti-inflamatórios ou cortisona em caráter permanente.
São drogas obrigatórias os antidepressivos tricíclicos (principalmente amitriptilina e ciclobenzaprina)que agem sobre a serotonina no cérebro e têm efeito analgésico no sistema nervoso central.
Condicionamento muscular orientado por conhecedores da doença e seu entendimento pelos pacientes são indispensáveis. Pacientes com manifestações psiquiátricas mais intensas devem ter atendimento especializado.
Dado o impacto da fibromialgia na qualidade de vida dos pacientes, o pesquisador Luiz Paulo Marques de Souza conduziu um estudo sobre os efeitos de técnicas de relaxamento em pacientes com fibromialgia, realizado no Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP.
A pesquisa com o título “A utilização de técnicas de relaxamento no acompanhamento de pacientes com fibromialgia”, foi vencedora da categoria dor crônica, no Prêmio de Incentivo à Pesquisa em dor aguda e dor crônica Anador, e avaliou duas diferentes técnicas de relaxamento: o Método de Jacobson, também conhecido com Relaxamento Muscular Progressivo, e a técnica de visualização dirigida.
Alguns estudos laboratoriais demonstram que no paciente com fibromialgia, a serotonina – substância analgésica que proporciona dentre outras coisas o controle da dor - é reduzida. Portanto, é necessário que essa substância seja produzida ou captada pelo sistema nervoso central por meio de medicamentos, ou meios coadjuvantes, como acupuntura, exercícios físicos ou, como no caso da pesquisa, de técnicas de relaxamento.
No Método de Jacobson, no momento em que tensiona os músculos, o indivíduo sente um incômodo, que pode aumentar o fenômeno doloroso. A tensão, no entanto, funciona como um exercício físico e, após a descontração muscular, acredita-se que o cérebro passe a produzir substâncias como a serotonina, fazendo com que o indivíduo obtenha uma resposta de alívio. A técnica favorece também a regulação do tônus muscular, liberando-se a energia, até então ocupada por um dinamismo corporal alterado e caracterizado por bloqueios musculares.
Já a técnica da Visualização Dirigida, faz com o paciente pratique exercícios tranqüilizadores, de forma que a imaginação conduza a um estado de relaxamento. O indivíduo muda o foco de atenção, que é a dor, para outro que, no caso da pesquisa, era uma sensação imaginária que massageia o corpo. Por meio de imagens e sons agradáveis, o organismo cria meios para conseguir o alívio do corpo, ativando o chamado “Circuito de Reforço e Gratificação”, responsável pela intermediação dos efeitos prazerosos, como por exemplo, recordações ou músicas de nossa preferência. A ação terapêutica de se buscar sensações agradáveis pode proporcionar mudanças favoráveis no humor e percepção corporal, alterando a disponibilidade de neurotransmissores, em especial, no caso da dor, a serotonina e a dopamina.
A maioria das pessoas, 88,2% no grupo de relaxamento e 82,3% do grupo de visualização, referiu sentir bem-estar após o exercício. Para um tratamento bem sucedido, é necessário que terapeuta esteja familiarizado com as técnicas e tenha formação acadêmica na área de saúde. É importante lembrar que, em nenhum momento, estas técnicas substituem o tratamento medicamentoso, sendo necessários critérios na escolha da técnica. (Continua...)
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
LÚPUS E FIBROMIALGIA
FIBROMIALGIA
A fibromialgia é uma desordem crônica que causa dor e rigidez por todos os tecidos que suportam e movimentam os ossos e juntas. A dor e pontos localizados de sensibilidade podem ocorrer nos músculos e tendões, particularmente naqueles do pescoço, espinha, ombros e quadril. Os pacientes podem sentir dores generalizadas, fadiga e distúrbios do sono.
Caracteriza-se por dor muscular e tendinosa difusa crônica em pontos dolorosos de localização anatômica específica.
Definida, tambem, como:
A fibromialgia é uma síndrome de amplificação dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética difusa, ou seja, acima e abaixo da cintura, do lado direito e esquerdo e pelo menos um segmento da coluna, acompanhada pela palpação de múltiplos pontos dolorosos ou "tender points". Se fossemos resumir, os pacientes queixam-se de dor no corpo todo.
Acomete 2% da população e encontra-se entre as principais síndromes diagnosticadas e tratadas pelos Reumatologistas (14-20%), sendo 80-90% no sexo feminino com idade média variando entre 30-60 anos. Também acomete crianças e idosos, bem como pacientes do sexo masculino.
A dor, cuja intensidade varia de moderada a severa é o seu principal sintoma, podendo iniciar-se em uma região do corpo, particularmente nos ombros e pescoço, tornando-se generalizada, depois de um certo tempo. Além da dor persistente, 90% dos pacientes exibem fadiga, ou seja, um cansaço extremo.
Os sintomas são dor generalizada ("dói tudo") e um ou mais dos seguintes:
- fadiga
- sono superficial e não reparador (desperta mais cansado do que quando deitou à noite)
- depressão psíquica
- ansiedade
- dor de cabeça (pode ser enxaqueca)
- dormência de mãos e pés
- dor abdominal com períodos de prisão de ventre intercalados com diarréia
Em nenhum momento haverá inflamação ou deformidade nas articulações e os movimentos não estão limitados.
Caracteristicamente, os portadores de fibromialgia têm os sintomas por anos sem modificações importantes. Os problemas são dor e fadiga.
A dor, cuja intensidade varia de moderada a severa é o seu principal sintoma, podendo iniciar-se em uma região do corpo, particularmente nos ombros e pescoço, tornando-se generalizada, depois de um certo tempo. Além da dor persistente, 90% dos pacientes exibem fadiga, ou seja, um cansaço extremo.
Outros sintomas comumente relatados são os distúrbios do sono, caracterizados por um sono não reparador, ou seja, os pacientes reclamam que "dormem, acordam cansados e com dor", cefaléia (dor de cabeça) de caráter tensional ou do tipo formigamento nos braços e pernas (muitos pacientes procuram o pronto socorro acreditando que estão tendo um infarto do coração ou derrame cerebral), sensibilidade ao frio referindo que suas dores pioram no inverno, vertigem, dificuldade de concentração e déficit de memória, boca e olho seco, batedeira no peito, sensação de inchaço no corpo, tensão pré menstrual e irritabilidade.
Os distúrbios do humor são comumente encontrados nestes pacientes, particularmente a ansiedade e a depressão. 25% apresentam depressão major no momento do diagnóstico e 50% história de depressão. Porém é impossível determinar se os fatores psicológicos são primários, concomitantes ou secundários.
Alguns pacientes são capazes de identificar alguns fatores que precipitam ou agravam seu quadro doloroso entre eles, os quadros virais, traumas físicos (acidentes automobilísticos), traumas psíquicos (problemas com filhos, divórcios e outros), mudanças climáticas (especialmente o frio e a umidade), sedentarismo e a ansiedade são os mais relatados.
Porém, o único achado relevante ao exame físico é a presença dos pontos dolorosos ou "tender points". Os exames laboratoriais habitualmente são normais, na fibromialgia primária. Assim sendo, o seu diagnóstico é clínico e feito por um especialista que conheça a doença. A presença de outras doenças não exclui o diagnóstico de fibromialgia, podendo estar associada ao Lupus Eritematoso Sistêmico (vários pacientes que começam apresentar fadiga, podem estar apresentando fibromialgia associada), osteoartrose, artrite reumatóide, hérnia de disco, osteoporose e outras doenças. Sua etiopatogenia ainda não está completamente elucidada.
Diversos estudos mostram que os sintomas da fibromialgia devem ser decorrentes das alterações nos mecanismos de modulação da dor, onde encontramos uma diminuição dos níveis de serotonina (substância analgésica) e um aumento dos níveis de substância P (substância algógena), no sistema nervoso central, em indivíduos geneticamente predispostos, sendo assim os pacientes portadores de fibromialgia são extremamente "queixosos e doloridos". Há estudos mostrando uma diminuição da perfusão sanguínea no tálamo e núcleo caudado, importantes regiões do cérebro envolvidas com a percepção dolorosa.
Também encontramos os distúrbios do sono bem como uma piora de suas queixas com o estresse emocional. Pelo estado de dor crônica os pacientes tornam-se inativos e conseqüentemente descondicionados, sendo assim, o seu tratamento jamais pode ser realizado apenas com medicamentos.
Como se desenvolve?
A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos. Não há nenhuma evidência concreta de que possa ser transmitida nem se verifica maior prevalência em familiares.
Diminuição de serotonina e outros neurotransmissores provocam maior sensibilidade aos estímulos dolorosos e podem estar implicados na diminuição do fluxo de sangue que ocorre nos músculos e tecidos superficiais encontrados na fibromialgia. (Continua...)
A fibromialgia é uma desordem crônica que causa dor e rigidez por todos os tecidos que suportam e movimentam os ossos e juntas. A dor e pontos localizados de sensibilidade podem ocorrer nos músculos e tendões, particularmente naqueles do pescoço, espinha, ombros e quadril. Os pacientes podem sentir dores generalizadas, fadiga e distúrbios do sono.
Caracteriza-se por dor muscular e tendinosa difusa crônica em pontos dolorosos de localização anatômica específica.
Definida, tambem, como:
A fibromialgia é uma síndrome de amplificação dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética difusa, ou seja, acima e abaixo da cintura, do lado direito e esquerdo e pelo menos um segmento da coluna, acompanhada pela palpação de múltiplos pontos dolorosos ou "tender points". Se fossemos resumir, os pacientes queixam-se de dor no corpo todo.
Acomete 2% da população e encontra-se entre as principais síndromes diagnosticadas e tratadas pelos Reumatologistas (14-20%), sendo 80-90% no sexo feminino com idade média variando entre 30-60 anos. Também acomete crianças e idosos, bem como pacientes do sexo masculino.
A dor, cuja intensidade varia de moderada a severa é o seu principal sintoma, podendo iniciar-se em uma região do corpo, particularmente nos ombros e pescoço, tornando-se generalizada, depois de um certo tempo. Além da dor persistente, 90% dos pacientes exibem fadiga, ou seja, um cansaço extremo.
Os sintomas são dor generalizada ("dói tudo") e um ou mais dos seguintes:
- fadiga
- sono superficial e não reparador (desperta mais cansado do que quando deitou à noite)
- depressão psíquica
- ansiedade
- dor de cabeça (pode ser enxaqueca)
- dormência de mãos e pés
- dor abdominal com períodos de prisão de ventre intercalados com diarréia
Em nenhum momento haverá inflamação ou deformidade nas articulações e os movimentos não estão limitados.
Caracteristicamente, os portadores de fibromialgia têm os sintomas por anos sem modificações importantes. Os problemas são dor e fadiga.
A dor, cuja intensidade varia de moderada a severa é o seu principal sintoma, podendo iniciar-se em uma região do corpo, particularmente nos ombros e pescoço, tornando-se generalizada, depois de um certo tempo. Além da dor persistente, 90% dos pacientes exibem fadiga, ou seja, um cansaço extremo.
Outros sintomas comumente relatados são os distúrbios do sono, caracterizados por um sono não reparador, ou seja, os pacientes reclamam que "dormem, acordam cansados e com dor", cefaléia (dor de cabeça) de caráter tensional ou do tipo formigamento nos braços e pernas (muitos pacientes procuram o pronto socorro acreditando que estão tendo um infarto do coração ou derrame cerebral), sensibilidade ao frio referindo que suas dores pioram no inverno, vertigem, dificuldade de concentração e déficit de memória, boca e olho seco, batedeira no peito, sensação de inchaço no corpo, tensão pré menstrual e irritabilidade.
Os distúrbios do humor são comumente encontrados nestes pacientes, particularmente a ansiedade e a depressão. 25% apresentam depressão major no momento do diagnóstico e 50% história de depressão. Porém é impossível determinar se os fatores psicológicos são primários, concomitantes ou secundários.
Alguns pacientes são capazes de identificar alguns fatores que precipitam ou agravam seu quadro doloroso entre eles, os quadros virais, traumas físicos (acidentes automobilísticos), traumas psíquicos (problemas com filhos, divórcios e outros), mudanças climáticas (especialmente o frio e a umidade), sedentarismo e a ansiedade são os mais relatados.
Porém, o único achado relevante ao exame físico é a presença dos pontos dolorosos ou "tender points". Os exames laboratoriais habitualmente são normais, na fibromialgia primária. Assim sendo, o seu diagnóstico é clínico e feito por um especialista que conheça a doença. A presença de outras doenças não exclui o diagnóstico de fibromialgia, podendo estar associada ao Lupus Eritematoso Sistêmico (vários pacientes que começam apresentar fadiga, podem estar apresentando fibromialgia associada), osteoartrose, artrite reumatóide, hérnia de disco, osteoporose e outras doenças. Sua etiopatogenia ainda não está completamente elucidada.
Diversos estudos mostram que os sintomas da fibromialgia devem ser decorrentes das alterações nos mecanismos de modulação da dor, onde encontramos uma diminuição dos níveis de serotonina (substância analgésica) e um aumento dos níveis de substância P (substância algógena), no sistema nervoso central, em indivíduos geneticamente predispostos, sendo assim os pacientes portadores de fibromialgia são extremamente "queixosos e doloridos". Há estudos mostrando uma diminuição da perfusão sanguínea no tálamo e núcleo caudado, importantes regiões do cérebro envolvidas com a percepção dolorosa.
Também encontramos os distúrbios do sono bem como uma piora de suas queixas com o estresse emocional. Pelo estado de dor crônica os pacientes tornam-se inativos e conseqüentemente descondicionados, sendo assim, o seu tratamento jamais pode ser realizado apenas com medicamentos.
Como se desenvolve?
A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos. Não há nenhuma evidência concreta de que possa ser transmitida nem se verifica maior prevalência em familiares.
Diminuição de serotonina e outros neurotransmissores provocam maior sensibilidade aos estímulos dolorosos e podem estar implicados na diminuição do fluxo de sangue que ocorre nos músculos e tecidos superficiais encontrados na fibromialgia. (Continua...)
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
LÚPUS E FENÔMENO DE RAYNAUD
FENÔMENO/DOENÇA DE RAYNAUD
O Fenômeno de Raynaud é uma alteração da coloração da pele que ocorre em crises, sendo caracterizada por palidez, cianose e rubor de aparecimento sequencial. Nem sempre ocorrem as três fases. Podem surgir palidez e cianose e cianose e rubor. As crises podem durar minutos ou horas, sendo o exame físico normal nos intervalos.
Na maioria das vezes acomete as mãos e os dedos, porém também pode envolver os pés, pododáctilos, nariz e orelha. Habitualmente é simétrico, porém pode acometer um dedo isoladamente.O fenômeno de Raynaud, caracteristicamente, deve ser reproduzido após exposição ao frio ou ao teste de imersão em água gelada.
O fenômeno de Raynaud costuma ser desencadeado pelo frio, uso do cigarro e por alterações emocionais, sendo mais comum nas mulheres.
Alteração no fluxo sanguíneo da pele é o principal mecanismo de regulação da temperatura corpórea. Vasoconstrição periférica em resposta ao frio é fisiológica e normal, e vasoconstrição suficiente para produzir palidez ou cianose pode ocorrer na população normal em exposição prolongada ou severa ao frio.
O fenômeno de Raynaud habitualmente segue o seguinte cronograma: na primeira fase ocorre vasoespasmo com consequente diminuição do fluxo sanguíneo para a rede capilar das extremidades causando a palidez. Na segunda fase, desaparecendo o espasmo das arteríolas e dos capilares arteriais, surge espasmo dos capilares venosos e vênulas, com estase sanguínea levando a maior extração de oxigênio com aumento de hemoglobina reduzida, resultando na cianose. Na terceira fase, desaparece o vasoespasmo e ocorre vasodilatação com a rede capilar preenchida por sangue arterializada e portanto causando o rubor. A hiperidrose pode estar associada.
Quando o fenômeno de Raynaud acontece sem doença básica é denominada de Fenômeno de Raynaud ou Fenômeno de Raynaud Primário.
Quando ocorre associado a outras doenças, é denominado de fenômeno de Raynaud Secundário ou Doença de Raynaud.
Várias doenças podem estar associadas ao fenômeno de Raynaud:
1. Medicamentos/drogas: cafeína, nicotina, estrogênio, derivados da ergotamina, simpaticomiméticos, beta-bloqueadores, anticoncepcionais orais, bleomicina, vinblastina, ciclosporina, clonidina.
2. Neoplasias
3. Doenças arteriais: trombangeite obliterante, arterites, artereoesclerose obliterante.
4. Neurogênicas: hemiplegias, hemiparesias, polineuropatia.
5. Doenças hematológicas: policitemia, trombocitopenia, crioproteinemia, mieloma.
6. Compressão neurovascular: síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome do túnel carpiano, síndrome de compressão da cintura escapular.
7. Doenças do tecido conjuntivo: lupus eritematoso sistêmico, esclerodermia, artrite reumatóide, polimiosite.
8. Profissionais trabalhadores com instrumentos de perfusão e/ou vibração.
9. Outras: hipotireoidismo, Doenças de Cushing, Doença de Graves e insuficiência arterial crônica.
Cerca de 13% dos portadores de fenômeno de Raynaud apresentarão Doença de Raynaud entre 2,8 e 10 anos pós o seu aparecimento, sendo condição associada mais frequente a esclerodermia.
Diagnóstico Clínico
Para o diagnóstico de Doença de Raynaud é necessário:
1. Presença do fenômeno de Raynaud.
2. Presença de artérias pérvias.
3. Ausência de qualquer doença causal num prazo mínimo de dois anos.
4. Crises são reproduzidas após exposição ao frio ou teste de imersão em água gelada.
Exames Complementares
- exames laboratoriais para detectar doenças associadas devem ser solicitados: hemograma, VHS, urinálise, Fator Reumatóide, FAN, pesquisa de Células LE, Sorologia para hepatite, Eletroforese de Proteínas, Crioglobulinemina, Complemento C3 e C4, Imunoglobulinas. Poucos pacientes portadores de Fenomeno de Raynaud desenvolverão Esclerodermia (esclerose sistêmica) se a investigação laboratorial for negativa por ocasião do seu aparecimento.
- radiografias do tórax em PA e perfil e Rx das mãos
- avaliação da circulação digital por Doppler e eventualmente a arteriografia nos pacientes refratários ao tratamento ou suspeitos de terem lesões proximais.
Diagnóstico Diferencial
Na maioria das vezes o diagnóstico é fácil, porém deve ser diferenciado da hiperidrose, hipersensibilidade ao frio, livedo reticularis, acrocianose, isquemia arterial severa e arterites.
Tratamento
O tratamento é feito com medidas ambientais afastando da exposição ao frio e a nicotina e outras drogas. Fatores emocionais devem ser adequadamente avaliados e se, necessário com apoio psicológico. Doenças coexistentes devem ser tratadas.
Agentes simpaticolíticos, bloqueadores do canal de cálcio e vasodilatadores são utilizados isoladamente ou associados (nifedipina, guanetidina, reserpina, prazocin, tolazoline, fenoxibenzidamina.
Tratamento Cirúrgico
Na maioria das vezes o tratamento cirúrgico é recomendado após período de utilização das medidas relacionadas acima. A simpatectomia oferece paliação aliviando a dor, cicatrizando as feridas e sinais de isquemia e, segundo a nossa experiência proporcionado alívio imediato da dor, da sensação de frios nas mãos com aumento da temperatura local, portanto com melhor qualidade de vida.
A literatura não apresenta consenso no que se refere a resultados a longo prazo. Todos os nossos pacientes submetidos a SIMPATECTOMIA TORÁCICA POR VIDEOTORACOSCOPIA para fenômeno/doença de Raynaud de mãos e dedos apresentaram melhora espetacular no pós operatório imediato e temos pacientes com cerca de 5 anos de cirurgia sem apresentar recidiva, estando em observação.
Conclusão
A Simpatectomia Torácica por Vídeotoracoscopia está indicada nos portadores de FENÔMENO/DOENÇA DE RAYNAUD das mãos e dedos quando as medidas gerais e o tratamento medicamentoso não obtiveram sucesso.
O Fenômeno de Raynaud é uma alteração da coloração da pele que ocorre em crises, sendo caracterizada por palidez, cianose e rubor de aparecimento sequencial. Nem sempre ocorrem as três fases. Podem surgir palidez e cianose e cianose e rubor. As crises podem durar minutos ou horas, sendo o exame físico normal nos intervalos.
Na maioria das vezes acomete as mãos e os dedos, porém também pode envolver os pés, pododáctilos, nariz e orelha. Habitualmente é simétrico, porém pode acometer um dedo isoladamente.O fenômeno de Raynaud, caracteristicamente, deve ser reproduzido após exposição ao frio ou ao teste de imersão em água gelada.
O fenômeno de Raynaud costuma ser desencadeado pelo frio, uso do cigarro e por alterações emocionais, sendo mais comum nas mulheres.
Alteração no fluxo sanguíneo da pele é o principal mecanismo de regulação da temperatura corpórea. Vasoconstrição periférica em resposta ao frio é fisiológica e normal, e vasoconstrição suficiente para produzir palidez ou cianose pode ocorrer na população normal em exposição prolongada ou severa ao frio.
O fenômeno de Raynaud habitualmente segue o seguinte cronograma: na primeira fase ocorre vasoespasmo com consequente diminuição do fluxo sanguíneo para a rede capilar das extremidades causando a palidez. Na segunda fase, desaparecendo o espasmo das arteríolas e dos capilares arteriais, surge espasmo dos capilares venosos e vênulas, com estase sanguínea levando a maior extração de oxigênio com aumento de hemoglobina reduzida, resultando na cianose. Na terceira fase, desaparece o vasoespasmo e ocorre vasodilatação com a rede capilar preenchida por sangue arterializada e portanto causando o rubor. A hiperidrose pode estar associada.
Quando o fenômeno de Raynaud acontece sem doença básica é denominada de Fenômeno de Raynaud ou Fenômeno de Raynaud Primário.
Quando ocorre associado a outras doenças, é denominado de fenômeno de Raynaud Secundário ou Doença de Raynaud.
Várias doenças podem estar associadas ao fenômeno de Raynaud:
1. Medicamentos/drogas: cafeína, nicotina, estrogênio, derivados da ergotamina, simpaticomiméticos, beta-bloqueadores, anticoncepcionais orais, bleomicina, vinblastina, ciclosporina, clonidina.
2. Neoplasias
3. Doenças arteriais: trombangeite obliterante, arterites, artereoesclerose obliterante.
4. Neurogênicas: hemiplegias, hemiparesias, polineuropatia.
5. Doenças hematológicas: policitemia, trombocitopenia, crioproteinemia, mieloma.
6. Compressão neurovascular: síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome do túnel carpiano, síndrome de compressão da cintura escapular.
7. Doenças do tecido conjuntivo: lupus eritematoso sistêmico, esclerodermia, artrite reumatóide, polimiosite.
8. Profissionais trabalhadores com instrumentos de perfusão e/ou vibração.
9. Outras: hipotireoidismo, Doenças de Cushing, Doença de Graves e insuficiência arterial crônica.
Cerca de 13% dos portadores de fenômeno de Raynaud apresentarão Doença de Raynaud entre 2,8 e 10 anos pós o seu aparecimento, sendo condição associada mais frequente a esclerodermia.
Diagnóstico Clínico
Para o diagnóstico de Doença de Raynaud é necessário:
1. Presença do fenômeno de Raynaud.
2. Presença de artérias pérvias.
3. Ausência de qualquer doença causal num prazo mínimo de dois anos.
4. Crises são reproduzidas após exposição ao frio ou teste de imersão em água gelada.
Exames Complementares
- exames laboratoriais para detectar doenças associadas devem ser solicitados: hemograma, VHS, urinálise, Fator Reumatóide, FAN, pesquisa de Células LE, Sorologia para hepatite, Eletroforese de Proteínas, Crioglobulinemina, Complemento C3 e C4, Imunoglobulinas. Poucos pacientes portadores de Fenomeno de Raynaud desenvolverão Esclerodermia (esclerose sistêmica) se a investigação laboratorial for negativa por ocasião do seu aparecimento.
- radiografias do tórax em PA e perfil e Rx das mãos
- avaliação da circulação digital por Doppler e eventualmente a arteriografia nos pacientes refratários ao tratamento ou suspeitos de terem lesões proximais.
Diagnóstico Diferencial
Na maioria das vezes o diagnóstico é fácil, porém deve ser diferenciado da hiperidrose, hipersensibilidade ao frio, livedo reticularis, acrocianose, isquemia arterial severa e arterites.
Tratamento
O tratamento é feito com medidas ambientais afastando da exposição ao frio e a nicotina e outras drogas. Fatores emocionais devem ser adequadamente avaliados e se, necessário com apoio psicológico. Doenças coexistentes devem ser tratadas.
Agentes simpaticolíticos, bloqueadores do canal de cálcio e vasodilatadores são utilizados isoladamente ou associados (nifedipina, guanetidina, reserpina, prazocin, tolazoline, fenoxibenzidamina.
Tratamento Cirúrgico
Na maioria das vezes o tratamento cirúrgico é recomendado após período de utilização das medidas relacionadas acima. A simpatectomia oferece paliação aliviando a dor, cicatrizando as feridas e sinais de isquemia e, segundo a nossa experiência proporcionado alívio imediato da dor, da sensação de frios nas mãos com aumento da temperatura local, portanto com melhor qualidade de vida.
A literatura não apresenta consenso no que se refere a resultados a longo prazo. Todos os nossos pacientes submetidos a SIMPATECTOMIA TORÁCICA POR VIDEOTORACOSCOPIA para fenômeno/doença de Raynaud de mãos e dedos apresentaram melhora espetacular no pós operatório imediato e temos pacientes com cerca de 5 anos de cirurgia sem apresentar recidiva, estando em observação.
Conclusão
A Simpatectomia Torácica por Vídeotoracoscopia está indicada nos portadores de FENÔMENO/DOENÇA DE RAYNAUD das mãos e dedos quando as medidas gerais e o tratamento medicamentoso não obtiveram sucesso.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
DISFUNÇÃO COGNITIVA EM PACIENTES COM LÚPUS
Disfunção cognitiva – é uma das principais manifestações neurológicas do Lupus, caracterizada por confusão, fadiga, memória fraca e dificuldade na articulação de pensamentos.
Pacientes com lupus eritematoso sistêmico (LES), frequentemente reclamam de dificuldades cognitivas. Eles relatam redução na atenção, memória fraca, e dificuldade na procura de palavras. Para alguns pacientes, estas deficiências são uma significativa fonte de incapacidade, com grande impacto nas funções sociais, educacionais e ocupacionais.
Pacientes relatam, por exemplo, que não se lembram dos nomes de pessoas em ocasiões sociais, ou não estudam efetivamente no curso da faculdade, ou falham no seguimento das responsabilidades do trabalho.
A avaliação neuropsicológica é o procedimento de diagnóstico para identificação de danos na função cognitiva. As baterias de testes neuropsicológicos avaliam a integridade funcional do cérebro, através do acesso a uma grande variedade de funções cognitivas como a atenção, memória, linguagem, capacidade espaço-visual, formação conceitual e função motora.
A performance de um paciente na avaliação neuropsicológica é comparada com dados normativos derivados de indivíduos demograficamente similares e saudáveis. Os danos cognitivos são identificados em pacientes cuja performance represente um declínio significativo em relação a um nível funcional anterior.
Deficiências cognitivas tem sido relatadas em 21 a 66% dos pacientes com LES. Elas são observadas em testes de atenção, memória espaço-visual e verbal, linguagem, construção e velocidade. As deficiências cognitivas tem sido identificadas em pacientes com doenças cerebrais ativas, como derrames, em pacientes com histórico de doença cerebral já resolvida, e em pacientes sem histórico de envolvimento cerebral.
O histórico natural ou o curso clínico da disfunção cognitiva em pacientes com LES não é claro. As deficiências cognitivas podem persistir, se resolver, ou caminhar para um declínio progressivo do funcionamento cognitivo. Em alguns estudos isolados, pesquisadores usaram eficazmente uma dosagem baixa de corticosteróides no tratamento das dificuldades cognitivas em pacientes com LES. Maiores estudos, no entanto, mostraram que as deficiências cognitivas flutuam durante o passar do tempo e podem ser solucionadas sem intervenções terapêuticas específicas.
As causas da disfunção cognitiva em pacientes de LES não são bem entendidas. A atividade generalizada da doença e o envolvimento específico de órgãos, como a doença renal e hipertensão, tem sido consideradas na alta prevalência da disfunção cognitiva em pacientes com LES. A terapia medicamentosa com corticosteróides, mecanismos imunológicos, e mesmo o stress emocional tem sido considerados. Nenhum destes fatores tem sido consistentemente associados a disfunção cognitiva em pacientes com LES.
Há um crescente papel da avaliação neuropsicológica na gestão das dificuldades cognitivas em pacientes com LES. Avaliações neuropsicológicas formais e objetivas podem ser usadas para estimar e confirmar deficiências cognitivas reportadas; terapias com corticosteróides ou outras drogas podem tratá-las com sucesso. As avaliações podem ser usadas também para monitorar o curso da disfunção cognitiva e documentar a resposta do paciente ao tratamento medicamentoso. Mesmo na ausência de tratamento definitivo ou cura, avaliações neuropsicológicas podem ser usadas:
- para descrever forças e fraquezas cognitivas;
- para acessar o impacto funcional das fraquezas cognitivas;
- para recomendar tratamentos incluindo técnicas de remediação do comportamento cognitivo, instruções vocacionais e psicoterapia.
Pacientes com LES podem se sentir aliviados em aprender que há uma evidência real de disfunção cognitiva, e usar avaliações descritivas de funcionamento cognitivo para modificar demandas profissionais e familiares, e melhorar a performance em uma determinada área.Pacientes com baixa capacidade de memória verbal, por exemplo, podem se beneficiar de técnicas de reabilitação cognitiva como, por exemplo, aprender a manter um determinado calendário ou a significativamente reduzir distração. As principais metas de uma avaliação neuropsicológica são melhorar as funções do dia-a-dia e a qualidade de vida.
Pacientes com lupus eritematoso sistêmico (LES), frequentemente reclamam de dificuldades cognitivas. Eles relatam redução na atenção, memória fraca, e dificuldade na procura de palavras. Para alguns pacientes, estas deficiências são uma significativa fonte de incapacidade, com grande impacto nas funções sociais, educacionais e ocupacionais.
Pacientes relatam, por exemplo, que não se lembram dos nomes de pessoas em ocasiões sociais, ou não estudam efetivamente no curso da faculdade, ou falham no seguimento das responsabilidades do trabalho.
A avaliação neuropsicológica é o procedimento de diagnóstico para identificação de danos na função cognitiva. As baterias de testes neuropsicológicos avaliam a integridade funcional do cérebro, através do acesso a uma grande variedade de funções cognitivas como a atenção, memória, linguagem, capacidade espaço-visual, formação conceitual e função motora.
A performance de um paciente na avaliação neuropsicológica é comparada com dados normativos derivados de indivíduos demograficamente similares e saudáveis. Os danos cognitivos são identificados em pacientes cuja performance represente um declínio significativo em relação a um nível funcional anterior.
Deficiências cognitivas tem sido relatadas em 21 a 66% dos pacientes com LES. Elas são observadas em testes de atenção, memória espaço-visual e verbal, linguagem, construção e velocidade. As deficiências cognitivas tem sido identificadas em pacientes com doenças cerebrais ativas, como derrames, em pacientes com histórico de doença cerebral já resolvida, e em pacientes sem histórico de envolvimento cerebral.
O histórico natural ou o curso clínico da disfunção cognitiva em pacientes com LES não é claro. As deficiências cognitivas podem persistir, se resolver, ou caminhar para um declínio progressivo do funcionamento cognitivo. Em alguns estudos isolados, pesquisadores usaram eficazmente uma dosagem baixa de corticosteróides no tratamento das dificuldades cognitivas em pacientes com LES. Maiores estudos, no entanto, mostraram que as deficiências cognitivas flutuam durante o passar do tempo e podem ser solucionadas sem intervenções terapêuticas específicas.
As causas da disfunção cognitiva em pacientes de LES não são bem entendidas. A atividade generalizada da doença e o envolvimento específico de órgãos, como a doença renal e hipertensão, tem sido consideradas na alta prevalência da disfunção cognitiva em pacientes com LES. A terapia medicamentosa com corticosteróides, mecanismos imunológicos, e mesmo o stress emocional tem sido considerados. Nenhum destes fatores tem sido consistentemente associados a disfunção cognitiva em pacientes com LES.
Há um crescente papel da avaliação neuropsicológica na gestão das dificuldades cognitivas em pacientes com LES. Avaliações neuropsicológicas formais e objetivas podem ser usadas para estimar e confirmar deficiências cognitivas reportadas; terapias com corticosteróides ou outras drogas podem tratá-las com sucesso. As avaliações podem ser usadas também para monitorar o curso da disfunção cognitiva e documentar a resposta do paciente ao tratamento medicamentoso. Mesmo na ausência de tratamento definitivo ou cura, avaliações neuropsicológicas podem ser usadas:
- para descrever forças e fraquezas cognitivas;
- para acessar o impacto funcional das fraquezas cognitivas;
- para recomendar tratamentos incluindo técnicas de remediação do comportamento cognitivo, instruções vocacionais e psicoterapia.
Pacientes com LES podem se sentir aliviados em aprender que há uma evidência real de disfunção cognitiva, e usar avaliações descritivas de funcionamento cognitivo para modificar demandas profissionais e familiares, e melhorar a performance em uma determinada área.Pacientes com baixa capacidade de memória verbal, por exemplo, podem se beneficiar de técnicas de reabilitação cognitiva como, por exemplo, aprender a manter um determinado calendário ou a significativamente reduzir distração. As principais metas de uma avaliação neuropsicológica são melhorar as funções do dia-a-dia e a qualidade de vida.
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